Bomba detona por acidente em ônibus de Ponta Grossa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de fevereiro de 1998
Giovani Ferreira 
Uma bomba de efeito moral, utilizada pela Polícia Militar para dispersar multidões, detonou por acidente dentro de um ônibus do transporte coletivo urbano de Ponta Grossa. Em poder de um soldado do Grupo de Operações Especiais (GOE), a bomba explodiu quando o ônibus fazia a linha Uvaranas/Terminal Central, por volta das 16h30 de domingo.
O soldado Garcia, que levava a artefato dentro de sua mochila, estava em horário de folga e disse não saber que estava carregando a bomba. Explicou que trabalhou no plantão de sábado para domingo, e quando foi deixar o equipamento no quartel não viu que a bomba havia ficado dentro de sua mochila.
De acordo com o tenente Mauro Rolim de Moura, do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, a bomba teria detonado quando Garcia foi retirar um agasalho de dentro da mochila. Segundo Rolim, que ouviu o relato de Garcia na manhã de ontem, o soldado tentou conter o efeito da bomba segurando-a com as mãos.
Ele pretendia jogar pela janela, mas como passavam muitos carros naquele momento, ele achou que seria perigoso, disse Rolim. Garcia teve apenas alguns cortes nas mãos. Precisou ficar hospitalizado porque é alérgico e o material da bomba acabou provocando algumas reações, obrigando-o a ficar sob observação médica.
O tenente Rolim garante que ninguém mais saiu ferido. O único transtorno foi o susto dos cerca de 15 passageiros do coletivo, que ficaram assustados com a fumaça. Como a bomba é um material controlado pela Polícia Militar, o 1º BPM abriu inquérito para apurar como ela foi detonada e por que estava com um soldado fora do horário de trabalho.


