Bomba de cobalto é colocada em uso
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quinta-feira, 17 de julho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Cirlene SoaresSem operaçãoQuatro anos depois a bomba de cobalto guardada em casamata do Hospital Regional ganha utilidade Quatro anos depois do Instituto Nacional do Câncer ter doado à União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan) uma bomba de cobalto, finalmente será iniciado o tratamento de doentes de câncer na região. Durante esse período, o equipamento permaneceu enterrado em uma casamata do Hospital Regional de Cascavel (HRC).
Além da radioterapia, possível de ser realizada graças à ativação da bomba de cobalto, o tratamento dos pacientes será também com remédios (quimioterapia). O serviço de braquiterapia (câncer ginecológico) é outro a ser ofertado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, com estes serviços Cascavel passará a ser centro de excelência no setor.
Hoje à noite, o secretário Armando Raggio, da Saúde, assina o convênio de parceria com a Uopeccan, Hospital Regional de Cascavel (HRC), Unioeste e associações regionais de municípios (Amop) e de vereadores (Acamop). Pelo convênio, a Uopeccan, apoiada pelas demais entidades, gerenciará o serviço e contratará pessoal.
A Secretaria de Saúde se encarregará de todos os equipamentos necessários e incorporará a quimioterapia e a braquiterapia aos serviços. O diretor geral do HRC, médico Marcos Horikawa, acrescenta que, além do setor ambulatorial a cargo da Uopeccan, o hospital realizará internações e cirurgias quando necessário.
Para colocar em operação a bomba de cobalto, será adquirida uma nova pastilha radioativa, com custo de cerca de R$ 80 mil, caso fique comprovado que a atual pastilha tem vida útil esgotada depois de quatro anos sem uso. A avaliação será feita na semana que vem por um físico e técnicos.
O empresário Sérgio Donadussi, ex-presidente e atual membro do conselho deliberativo da Uopeccan, não descarta a possibilidade de outra bomba ser adquirida futuramente. Um equipamento recondicionado pode ser comprado por R$ 150 mil, observa Donadussi. Segundo ele, há planos de aquisição ainda de um acelerador linear, que custa cerca de R$ 700 mil. O acelerador permite tratamento menos agressivo aos doentes, em relação à radioterapia. Para operar todo o serviço, a Uopeccan contratará oito funcionários e pagará por produtividade um radiologista e um físico.
Os cálculos de Donadussi são de que os serviços gerem receita mensal receita próxima a R$ 60 mil, incluindo na estimativa tratamento pelo SUS e atendimento particular. A renda líquida será utilizada para campanhas de prevenção e combate ao câncer, e principalmente para a manutenção da Casa de Apoio, que está sendo construída ao lado do HRC.
A obra está orçada em R$ 450 mil, terá 1,8 mil metros quadrados contendo 60 leitos para abrigar pacientes de outras cidades que precisam de alojamento durante as sessões de tratamento. A Uopeccan já firmou convênio com a congregação das Irmãs Franciscanas Angelinas, que dará assistência aos alojados.


