O Instituto de Criminalística de Londrina informou ontem que os exames químicos realizados nos resíduos encontrados na casa do advogado Jorge Aidar deu positivo para pólvora comum. Na noite de 21 de fevereiro, o advogado teve sua residência, localizada no Jardim Araxá (zona oeste), atingida por uma explosão seguida de incêndio que destruiu dois veículos, diversas vidraças e parte do madeiramento da garagem. Aidar defende os três sindicatos dos professores e servidores em greve da UEL.
Segundo o perito da Criminalística Luciano Bucharles, a bomba de fabricação caseira foi acondicionada dentro de um material metálico. ‘‘Trata-se de um artefato caseiro, de elaboração bastante simples de ser feito por uma pessoa com o mínimo de conhecimento em explosivos’’, apontou. O resultado derruba a tese de Aidar de que um problema em um dos veículos poderia ter provocado a explosão. Segundo ele, o laudo da perícia deve ficar pronto entre amanhã e sexta-feira.
Após saber do resultado do exame, Aidar afirmou que a presença de pólvora ‘‘não pode indicar nenhum suspeito’’. Mesmo não acreditando ter sido vítima de atentado, o advogado revelou que reforçou a vigilância em sua residência. Ele contratou segurança particular que vigia a casa em tempo integral.
O delegado encarregado pelas investigações, Marcelo Sakuma, do 3º Distrito Policial, disse ontem que o resultado dos exames pode indicar que a explosão foi provocada, o que reforça a possibilidade de atentado. Mesmo assim, não estão descartadas outras hipóteses. A única pista da polícia até o momento é uma testemunha que relatou ter visto um rapaz correndo sozinho nas proximidades da casa do advogado momentos após a explosão. ‘‘Eu preciso do laudo da perícia para continuar as diligências.’’

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