Bomba caseira explode em universidade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de setembro de 2000
Telma Elorza De Londrina 
Uma bomba de fabricação caseira explodiu ontem, por volta das 11 horas, em um banheiro do câmpus da Universidade Norte do Paraná (Unopar), em Londrina. A bomba, fabricada com tubo de PVC e pólvora, causou danos materiais mas não feriu ninguém. A Polícia Militar foi chamada e isolou a área.
Segundo o perito do Instituto de Criminalística de Londrina, José Denilson dos Santos, o explosivo foi colocado atrás de um vaso sanitário no banheiro masculino da área da clínica de fisioterapia. Era uma bomba artesanal, com um pavio de espera provavelmente aceso em uma bituca de cigarro, disse. Segundo o perito, o artefato era simples e poderia ter sido feito por qualquer pessoa com um mínimo de informação sobre o assunto.
Santos explicou que para causar os estragos que fez, a bomba não precisava ser muito potente. O teto de gesso acartonado e os vidros foram partidos por causa da deslocação de ar. O vaso, porém, foi apenas deslocado, disse. No entanto, não descartou o perigo de ferir alguém que estivesse no banheiro. Foi sorte não ter ninguém na hora, afirmou. O perito disse que a Criminalística vai examinar os objetos encontrados no local pavio, o tubo de PVC, um pé de meia e um maço de cigarros para tentar alguma identificação da autoria.
Para o reitor da Unopar, Oscar Alves, a bomba foi uma brincadeira de mau gosto. Segundo ele, não houve telefonema de alerta. Nós já tivemos trotes do tipo, mas principalmente em época de provas. Desta vez, nenhum aviso foi dado, informou. O reitor disse que a universidade vai criar uma comissão especial de inquérito para apurar responsabilidades. Além do inquérito policial, o responsável vai ser também submetido ao nosso código disciplinar, que prevê penalidades que vão desde advertência até expulsão.
A explosão assustou alunos e funcionários da universidade. Segundo Marcelo Benini, 22 anos, operador de fotocopiadora que trabalha em frente ao local da explosão, o barulho foi muito forte. Eu tinha saído do banheiro há menos de cinco minutos quando ouvi a explosão. Quase enfartei, exagerou. Ele e a colega Vanessa Moreira, 18 anos, disseram não ter visto nada suspeito. Não dá tempo, é muita gente para nós atendermos, afirmaram.


