Bomba caseira explode em loja
PACOTES ABANDONADOS
Bomba caseira explode em loja
Kraw PenasExplosão aconteceu na porta da loja Az de Espadas, no centro da cidade. Estrondo provocou pânico e correria, mas ninguém se feriuA explosão de uma bomba caseira agitou o centro de Curitiba na tarde de ontem. Desconhecidos deixaram dois pacotes na porta de entrada da loja de armas, munições e artigos esportivos Az de Espadas, na Alameda Monsenhor Celso. Por volta das 15h55, um dos embrulhos explodiu, causando pânico e correria nos funcionários e pedestres. Ninguém ficou ferido.
O estrondo causado pela bomba foi ouvido a uma quadra de distância. O prédio de dois andares onde está localizada a loja chegou a tremer com a potência do artefato. Policiais da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) estiveram no local para fazer o levantamento dos estragos e analisar a outra bomba que não funcionou. Apesar da violência da explosão, os danos materiais limitaram-se a duas vitrines que tiveram os vidros trincados e parte do teto de gesso quebrado.
Para o sócio-proprietário da Az de Espadas, Filinto José Sovierzoski, a explosão da bomba não está ligada a nenhum atentado contra o estabelecimento. Não sei o que aconteceu, mas pode ter sido um ato de vandalismo, declarou. Quinze funcionários estavam trabalhando na loja no momento da explosão. A balconista Perciliana Flores Viana, 30 anos, imaginou que o barulho tinha sido provocado pelo disparo de uma arma pesada.
O funcionário da seção de armas da loja, Izaltino Marques dos Santos, 46 anos, achou que a explosão tinha ocorrido num lanchonete situada ao lado da Az de Espadas. Pensei que um botijão tinha explodido, recordou. Santos estava indignado com o susto que passou. Não tem lógica a pessoa jogar uma bomba na frente da loja. Na minha opinião foi obra de um louco, opinou.
De acordo com Sovierzoski, é a segunda vez que uma das seis lojas da Az Espadas espalhadas pelo Estado é alvo de um ato criminoso. A primeira vez aconteceu no dia 15 de janeiro de 1997, na loja da Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, também em Curitiba. Uma tentativa de assalto terminou com a morte do instrutor de tiro Celso Bala, funcionário da empresa. O instrutor tentou impedir o assalto e foi morto a tiros. (D.V.)





