Bomba caseira explode e mata rapaz
Da Sucursal
A explosão de uma bomba de fabricação caseira, na noite de segunda-feira, causou a morte de Osvaldo Rabikiwiskz, 22 anos, em Curitiba. A Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) está investigando o caso.
Todas as roupas da vítima e o material resultante da explosão foram recolhidos e encaminhados para o Instituto de Criminalística para investigação e perícia.
Segundo os policiais do Corpo de Bombeiros que atenderam a ocorrência, por volta das 21h30 Osvaldo estava andando de bicicleta, em companhia de amigos, na Avenida Erasto Gaertner, em frente ao Cindacta II, no bairro Bacacheri, quando caiu. A queda e a pressão do corpo sobre o material fez com que a bomba fosse acionada. O explosivo estava no bolso da calça do rapaz.
Ele foi levado pelo Siate à UTI do Pronto Socorro do Hospital Cajuru, onde, segundo médicos que estavam de plantão, chegou com laceração na região das pernas e virilhas. Osvaldo morreu às 4h10 de ontem na UTI do hospital.
A Deam procura identificar duas pessoas que estavam com o rapaz no momento do acidente. Eles vão poder explicar o que fazia Osvaldo com uma bomba caseira no corpo. De acordo com o delegado Vinícius Augusto de Carvalho, da Delegacia de Ordem Social, informações conseguidas junto aos bombeiros que atenderam o rapaz, apontam que a bomba seria detonada no Parque Bacacheri, próximo ao local do acidente.
O laudo definitivo sobre a bomba e sua potência ainda depende do resultado de exames de química que estão sendo feitos pelo laboratório do Instituto de Criminalística. A polícia ouviu ontem familiares de Osvaldo que não souberam informar por que ele estava com uma bomba caseira. Osvaldo morava na localidade de Rio Verde, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Deam quer ouvir duas
testemunhas do caso;
bomba seria detonada
no Parque Bacacheri
Bomba por CorreioUma bomba caseira também feriu ontem, por volta de 10h55, o assessor jurídico da Prefeitura de Jaguariaíva (no nordeste do Estado), Lincoln Ferreira de Barros, sobrinho do prefeito Ademar Ferreira de Barros (PSDB). Lincoln recebeu pelos Correios, na prefeitura, uma caixa enviada por Sedex, postada em Ponta Grossa.
De acordo com o delegado local, Durval Ataíde Filho, o assessor jurídico teria levado a bomba para casa e ao puxar o barbante que fechava a caixa no seu carro, uma Pampa, detonou a bomba que destruiu o pára-brisas.
Lincoln sofreu ferimentos e queimaduras de segundo grau na mão e no rosto, está internado no Hospital e Maternidade do Centro Médico de Jaguariaíva mas não corre perigo de vida. O delegado afirma já ter pistas do caso, mas não revelou maiores informações. O endereço do remetente encontrado no pacote, postado em Ponta Grossa, é falso, informa o delegado.





