Uma bomba de fabricação caseira foi encontrada, no meio da tarde de anteontem, no pátio do Edifício Veneza, na Rua Fernando de Noronha, 608, no centro de Londrina. O Grupo de Operações Especiais (GOE) do Pelotão de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi acionado e recolheu a bomba, que foi detonada no estande de tiro do batalhão. A polícia ainda não tem suspeitos sobre quem teria feito a bomba. O síndico do prédio, identificado por Martins, não quis comentar o assunto.
Segundo o comandante do GOE, tenente Marcelo Israel da Costa Vieira, especialista em bombas, o artefato era uma bomba de ‘‘arremesso’’, de potência média, que poderia causar ferimentos graves em uma pessoa se tivesse sido jogada. De acordo com o tenente, a bomba foi encontrada pelo porteiro do prédio que acionou a PM. ‘‘Ele viu que era um negócio estranho e nos chamou. E quando chegamos, vimos que era uma bomba diferente’’, contou.
Segundo o tenente, a bomba de arremesso é usada – geralmente – em brigas de gangue e torcidas organizadas. ‘‘É uma espécie de granada caseira, feita com pólvora, pedras, bolinhas de gude ou parafuso que, quando arremessada, o atrito faz a pólvora explodir e espalha os materiais’’, contou. A bomba recolhida no edifício trazia, além da pólvora, uma pilha grande. ‘‘Nós a detonamos com cerca de 10 metros de distância da parede de contenção do estande, e a pilha saiu voando, bateu na parede e voltou. Dependendo do local onde acertasse uma pessoa, poderia matar’’, afirmou.
Segundo o policial, geralmente são adolescentes que preparam bombas do tipo. ‘‘Em 90% dos casos, são jovens que aproveitam essa época do ano – com Copa do Mundo e festas juninas – para detonar bombas’’, explicou. Porém, para ele, essa é uma brincadeira perigosa. ‘‘Oitenta por cento das pessoas que fazem bombas acabam se machucando muito’’, apontou. Além disso, é crime. ‘‘Quem for pego com um artefato desses pode ser preso por colocar em perigo a vida e a saúde de outros’’, afirmou.

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