Bom Retiro e Marízia reclamam de sujeira
Osmani Costa
De Londrina
Quem chega a Londrina vindo de Sertanópolis ou Ibiporã e entra na região central pela Avenida Duque de Caxias, pode levar um grande susto. A primeira visão logo que se cruza a Avenida Brasília, no Parque Bom Retiro (região central) não é exatamente a de um cartão-postal, ou de boas-vindas aos visitantes. O pequeno terreno em forma de triângulo existente ali, que poderia ser uma bela praça, está tomado por sucatas de caminhões e automóveis velhos depositada pelo Ferro-Velho do Nildo, que fica em frente.
Moradores do Bom Retiro e da Vila Marízia (zona norte) têm ligado à Folha para reclamar do visual, que consideram depreciativo para a cidade justamente por ficar num local estratégico, de entrada diária de milhares de pessoas. Eles reivindicam a limpeza e urbanização da área, de preferência com a construção de uma praça ou parque infantil. Os moradores pensam que o terreno é público.
O dono do ferro-velho que usa o local como depósito a céu aberto, Leonildo Cantoni, garante que a área pertence à família dele há mais de 30 anos. Ele afirma que só coloca as sucatas lá para evitar a invasão por famílias sem-teto. Não construo um muro e calçada em volta do terreno porque há o projeto da construção de um túnel sob a Avenida Brasília, e daí a prefeitura não me indenizaria pelo investimento na hora da desapropriação, comenta o comerciante.
No Departamento de Patrimônio da prefeitura, no entanto, a informação obtida dá conta que a área pertenceu até outubro deste ano à construtora W. Dias, que a transferiu para o Condomínio Edifício Granfilds, cujo sócio majoritário é Virgílio do Nascimento Mendes. Enquanto os proprietários e o poder público não tomam qualquer providência para melhorar o visual na área, as latarias de velhos veículos prosseguem sendo lentamente comidas pela ferrugem embaixo de grevíleas e sibipirunas.





