BOM EXEMPLO - Moda como instrumento de inclusão
Ao falar em moda, é comum as pessoas pensarem apenas nas tendências de cores, texturas e modelagens que estão em alta no mercado ou que farão sucesso na próxima estação. O que muita gente não se dá conta é que esses mesmos conceitos que servem para valorizar a estética também podem ser usados para promover a inclusão social. As irmãs Andréia e Ângela Jesuíno aplicaram os conhecimentos adquiridos no curso de Design de Moda na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) para criar uma coleção de roupas adaptadas para crianças com paralisia cerebral.
Sem deixar de lado a preocupação com a estética, as irmãs, que são naturais de Arapongas (Norte), produziram roupas com zíperes, botões e tic tac extras. Usamos tecidos e cortes atuais para produzir as roupas. A única diferença é que elas têm aberturas estratégicas que facilitam o serviço dos cuidadores na hora da troca, diz Andréia.
Acompanhamos a rotina das crianças para identificar quais adaptações seriam necessárias para facilitar a troca das roupas, quais tecidos seriam mais confortáveis e amarrotariam menos, pois as pessoas com paralisia cerebral ficam quase que o tempo todo em cadeira de roda, e qual estilo seria mais apropriado para essas pessoas, explica Andréia.
A pedagoga da Apae de Arapongas, Sônia Perugini Pombolo, ressalta a importância de valorizar as pessoas independente das limitações que elas enfrentam. O cuidado, o carinho e a atenção dispensados são facilmente percebidos. A preocupação em fazê-los sentir-se bem promove um aumento de autoestima e isso reflete positivamente na melhora de seu quadro, afirma.
● Ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte
● O primeiro esboço do que hoje conhecemos como zíper foi criado em 1893, por W. Litcomb Judson, nos Estados Unidos
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





