Bolsistas da UEM fazem passeata contra fim do PET
Lucinéia Parra
De Maringá
Cerca de 130 estudantes bolsistas da Universidade Estadual de Maringá participaram ontem de uma marcha fúnebre pelo centro da cidade. Em frente à prefeitura, os manifestantes pediram o apoio do prefeito Jairo Gianoto (PSDB) para a luta em favor da permanência do Programa Especial de Treinamento (PET) do Ministério da Educação (MEC).
Os estudantes fabricaram um caixão de papelão e simularam durante a marcha o enterro do presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Educação Paulo Renato de Souza e do presidente da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Abílio Baeta Neves. A extinção do PET em todo País está prevista para dezembro, quando o MEC deverá encerrar os convênios com as universidades públicas.
Em todo o País, existem 350 grupos de bolsistas do PET, envolvendo 4.200 estudantes. Em Maringá, a UEM conta com 11 grupos de estudantes. Cada bolsista recebe, em média, R$ 240,00 por mês para se dedicar às pesquisas. De acordo com o tutor do grupo PET de zootecnia da UEM, Ulysses Cecato, todas as avaliações do PET feitas pela Capes obtiveram resultados satisfatórios.
Para os estudantes bolsistas, o corte na pesquisa é a primeira prova de que as universidades públicas estão a um passo da privatização. Cartazes e faixas carregadas pelos manifestantes criticavam a política educacional no País.
O prefeito Jairo Gianoto não atendeu os manifestantes, mas entregou uma moção de apoio à luta dos bolsistas. A moção também foi assinada pela reitora da UEM, Neusa Altoé, e será entregue ao ministro da Educação, presidente da Capes e presidente da República dia 28, quando está prevista uma manifestação nacional em Brasília. Os bolsistas da UEM vão participar do evento. Eles deixam a cidade no dia 27 em três ônibus um deles emprestado pela prefeitura.





