Bolsistas ameaçam parar
A maior parte dos 32 bolsistas que presta serviço ao Pró-Egresso em Londrina depende dos R$ 140,00 mensais para sobreviver e se diz inconformada com o descaso do governo estadual, traduzido nos constantes e longos atrasos nos repasses dos recursos.
Eles afirmam que aguardarão a chegada do dinheiro das bolsas até o dia 10 deste mês. Depois, há a possibilidade de paralisar as atividades desempenhadas basicamente em quatro áreas: direito, ciências da informação, psicologia e serviço social.
Não aguentamos mais esperar; temos nossos compromissos, nossas contas para pagar. Além da falta de dinheiro, o que nos causa profunda insatisfação é a indiferença, a falta de resposta do governo aos nossos pedidos, comenta Herika Cristina Colobatti, aluna de direito na Universidade de Londrina (UEL).
Todos os estagiários são estudantes da UEL, que mantém o convênio com a Secretaria Estadual de Justiça para o financiamento do programa. A universidade entra ainda com oito professores.
Mesmo ressaltando que uma possível paralisação no atendimento prejudicaria os beneficiados pelo Pró-Egresso, os bolsistas se dizem dispostos a realizar o movimento. Nosso trabalho é sério, importante e barato. Se o Governo não reconhece isto, temos o direito de reagir, argumenta Adriano Alves da Silva. (O.C.)





