Vinte membros da Associação Paranaense dos Ostomizados Núcleo de Londrina reuniram-se ontem com representantes da Secretaria Municipal de Saúde para discutir a baixa qualidade e a falta de bolsas de colostomia e urostomia para os 234 pacientes que dependem do material na região. A prefeitura espera resolver o problema com a nova licitação para compra do material, cujo pregão foi aberto anteontem.
Os usuários reclamam que, desde janeiro de 2004, quando a responsabilidade pela aquisição do material passou do Estado para o Município, as bolsas distribuídas gratuitamente aos ostomizados cadastrados no Hospital das Clínicas (HC) apresentam baixa qualidade. Conforme reportagem da Folha publicada na terça-feira, os pacientes relatam que o material tem pouca durabilidade, deixa mau cheiro e causa dermatite em alguns casos. Outro problema é a irregularidade na distribuição.
''Vamos aguardar o resultado da nova licitação para saber se, dessa vez, uma marca de qualidade superior será distribuída. Enquanto isso, estamos organizando os registros de pacientes no HC, porque há pacientes que não estão mais utilizando as bolsas'', afirmou o presidente da associação, Robson Oliveira Lima, 34 anos.
A diretora executiva da Secretaria de Saúde, Margarete Shimiti, informou que o novo contrato valerá por um ano e prevê uma remessa maior de bolsas para impedir que haja novas falhas na distribuição. De acordo com ela, as novas bolsas devem chegar num prazo de 10 a 15 dias. A marca vencedora do pregão é diferente da utilizada atualmente, mas a outra empresa já teria entrado com recurso, segundo Lima.
Margarete disse que também está sendo discutida a descentralização da entrega, hoje feita no HC, para outras unidades de saúde do município. Outra providência estudada, segundo ela, é a realização de cirurgias de reversão que fariam grande parte dos ostomizados deixar de usar a bolsa de colostomia no Hospital da Zona Norte (HZN).

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