Uma lei municipal de 1993, aprovada pela Câmara de Vereadores, garantindo bolsas de estudos para alunos carentes em cursos superiores da União Educacional de Cascavel (Univel), foi alterada pela própria Câmara, acabando com o benefício. As bolsas são concedidas na proporção de três para cada grupo de 100, em troca de terrenos cedidos pelo Município para a instituição construir seus prédios e de isenções fiscais por dez anos.
A lei está com o prefeito Salazar Barreiros (PPB), que pode sancioná-la ou vetá-la. Mas como o caso gera grande polêmica na cidade, Salazar está evitando se posicionar publicamente antes de ‘‘analisar detalhadamente o texto’’. No entanto, o prefeito admite que é contra a extinção pura e simples das bolsas porque elas foram asseguradas com o objetivo de beneficiar quem não pode pagar mensalidades.
Um dos autores da lei aprovada pela Câmara é o vereador Tiago de Amorim Novaes (PPB), que, como radialista, é funcionário do empresário Renato Silva, dono de uma emissora de rádio e diretor-presidente da Univel. Tiago afirma que as bolsas não contemplam carentes e que, em troca delas, a instituição ampliará ações sociais que já desenvolve.
A Univel tem 14 bolsistas de direito, ciências econômicas e processamento de dados. Entre eles, até o início do ano, constava a secretária de Educação, Edi Volpin (direito). A relação de bolsistas é fornecida pela prefeitura e a inclusão da secretária provocou grande polêmica. A versão da prefeitura foi de que uma funcionária fez a relação sem que a secretária e o prefeito tivessem observado a inclusão de seu nome. O nome da secretária foi retirado da lista.

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