A diarista desempregada Maria Cristina de Paula Rocha, 39 anos, moradora do Residencial Vale do Cambezinho (Zona Sul), recebe o Bolsa Família desde o início do programa, em 2003. São R$ 80,00 mensais que ajudam no sustento dela e de três filhos. As outras fontes de renda são os bicos que a filha de 17 anos faz e as faxinas que ela consegue esporadicamente.
''O dinheiro do Bolsa Família uso para pagar o aluguel e comprar o que estiver mais apurado'', conta. Mesmo tendo experiência, ela enfrenta dificuldades para arrumar emprego. ''Lavo, passo, cozinho, faço de tudo. Só que hoje não acho faxina nem por R$ 20,00 a diária'', lamenta.
Há seis anos no Jardim Monte Sião (Zona Norte), a dona de casa Maria Idalina, 56, tem artrose e pressão alta. Os problemas de saúde a impedem de trabalhar. O filho e o marido também não têm emprego fixo. Por isso, o sustento é garantido por ''bicos'' e alguns auxílios da Secretaria Municipal de Assistência Social. ''Tentei botar um bar em casa, mas só deu prejuízo'', comenta.
Outro que também mora no Jardim Monte Sião e sobrevive de ''bicos'' é Gomercindo Bento Peixoto, 49. O Auxílio Gás que recebia e foi cancelado há alguns meses tem feito falta no orçamento da família, formada ainda pela esposa e duas filhas adolescentes. ''Tem mês que tiro até um salário (mínimo), mas tem mês que não tiro nada'', diz. Em casos como estes as bolsas - mesmo com valores baixos - revolucionam a vida de famílias inteiras. (F.R.F.)

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