Bolsa de sangue é recolhida no Lago Igapó 2
Material hospitalar foi encontrado às margens do lago em Londrina; descarte irregular é crime ambiental e CMTU diz preparar nova licitação
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Material hospitalar foi encontrado às margens do lago em Londrina; descarte irregular é crime ambiental e CMTU diz preparar nova licitação

Bolsa de sangue foi recolhida nesta quinta-feira (26) no Lago Igapó 2, em Londrina. Denúncia enviada à Folha relata que material hospitalar foi encontrado às margens do lago.

O descarte irregular de resíduos de serviços de saúde é considerado crime ambiental. A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que a responsabilidade pelo tratamento e pela destinação correta é do gerador. Já a Lei de Crimes Ambientais prevê penalidades para quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente.
Resíduos hospitalares apresentam risco biológico e não podem ser descartados em lixo comum ou em áreas abertas. Além da possibilidade de contaminação da água, o material pode afetar a fauna aquática e representar risco a frequentadores que utilizam o lago para esportes e lazer.

Chuvas intensas podem arrastar resíduos descartados irregularmente nas ruas para dentro do lago, por meio das galerias pluviais, como acontece com outros resíduos recolhidos no local. No entanto, a presença de material hospitalar em vias públicas indica falha anterior no descarte, o que demanda apuração sobre a origem.

O técnico e professor de canoagem Gelson Moreira Souza, que atua há 35 anos no lago, afirma que o problema do lixo é recorrente. “Lixo vai todo dia para o Igapó, principalmente quando chove. São resíduos que ficam nas ruas e acabam sendo levados para dentro do lago”.
Segundo ele, o serviço regular de limpeza feito por barqueiros está suspenso há mais de seis meses. “Agora a gente está sem o pessoal que limpava o lago. Isso contribui para o acúmulo”, lamenta Souza.

Praticantes de esportes náuticos relatam que recolhem parte dos resíduos por conta própria, inclusive troncos que oferecem risco às embarcações.
Procurada, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina) informou que o contrato anterior de limpeza foi encerrado e que o município mantém parte dos serviços com equipes próprias. A autarquia afirmou que a nova licitação para contratação de empresa está em fase final de elaboração e deve ser publicada nas próximas semanas.
De acordo com a CMTU, o novo processo deverá restabelecer o atendimento contínuo para recolhimento de resíduos e limpeza de pontos de descarte irregular. Enquanto isso, as ações ocorrem de forma pontual.


Da Redação
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