A Bolsa de Árvores, programa lançado pelo Governo do Estado no ano passado, faz os produtores rurais de nove municípios da região de Irati investir em reflorestamento. Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o número de mudas plantadas na região subiu de 1 milhão em 1997 para 3 milhões em 1998, o equivalente a 1.500 hectares. Estão envolvidos no trabalho 1.700 produtores.
O Bolsa de Árvores é um sistema de venda de crédito, onde consumidores de madeira, como hotéis, restaurantes e indústrias pagam o equivalente à reposição florestal obrigatória a pequenos produtores da região que já têm área plantada. O consumidor paga R$ 0,50 por árvore plantada, enquanto no banco o pagamento do crédito pela reposição obrigatória custaria R$ 1,00. O IAP e a Emater gerenciam a transação entre consumidor e produtor.
Quanto ao crédito, um hectare de floresta de pinus rende para o produtor R$ 800,00. Para obter maior rendimento, a recomendação é que o produtor plante espécies exóticas num espaçamento mínimo de dois metros quadrados por 2,5 metros quadrados, área equivalente a um hectare.
A Bolsa de Árvores levou o engenheiro Civil Cezar Renato Stropano, 43 anos, a investir na compra de sete hectares de terras no município de Rebouças. ‘‘Nunca tive propriedade rural, mas encontrei na silvicultura vantagens maiores que o investimento em carros ou imóveis’’, diz. O engenheiro plantou 25 mil mudas de pinus, que serão oferecidas ao programa. ‘‘Pretendo comprar este ano mais dez alqueires para reflorestar’’, conta.
O Paraná tem cerca de 500 mil árvores disponíveis para a venda de crédito, contra 37 mil consumidas. O IAP pretende pretende equilibrar a demanda entre oferta e procura.

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