Curitiba
A qualidade do ar na região central de Curitiba está sendo considerada regular nos últimos dias e o nível de poluição não chega a preocupar. Os dados são do Instituto Ambiental do Paraná, que passou a divulgar desde a última sexta-feira um boletim diário sobre a qualidade do ar em Curitiba e Araucária, na Região Metropolitana.
As medições são feitas nos pontos considerados mais críticos. Em Curitiba, a estação de coleta de dados está localizada na Santa Casa, no Centro. Em Araucária, há estações na Praça do Seminário, no Centro Social São Francisco de Assis e em São Sebastião.
A análise, feita desde 1984 pelos técnicos do IAP, classifica a qualidade do ar em boa, regular, inadequada, má, péssima ou crítica. No último boletim, divulgado ontem, a qualidade do ar foi considerada regular em Curitiba e boa nas estações de Araucária.
O laboratório do IAP analisa os três principais parâmetros de poluição do ar: o SO2 (dióxido de enxofre), material particulado (pó em suspensão na atmosfera) e índice de fumaça.
Segundo a engenheira química Ana Cecília Nowacki, responsável pela Divisão de Tecnologia Ambiental do IAP, a qualidade do ar nos pontos analisados tem se mantido entre boa e regular nos últimos anos. ‘‘Em Curitiba, apenas uma vez registramos qualidade inadequada, quando fizeram uma reforma próxima à Santa Casa e aumentou o volume de pó em suspensão’’, comenta.
No inverno, quando normalmente há dias mais secos, a tendência é aumentar o nível de poluição com a maior quantidade de pó em suspensão.
Questionada sobre a necessidade de um rodízio de carros na cidade (a exemplo do que ocorre em São Paulo), Ana Cecília diz que ‘‘seria um absurdo’’, dentro das atuais condições. ‘‘Não há como comparar com São Paulo, onde o índice chega a péssimo ou crítico.’’ A engenheira química lembra também que as condições geográficas da Região Metropolitana de Curitiba, com boa dispersão atmosférica e áreas verdes, favorecem a qualidade do ar.
Expansão - O IAP tem um projeto para instalar outras sete estações de coleta de dados em Curitiba, e quatro na Região Metropolitana. Segundo a engenheira química, o governo está tentando viabilizar recursos para a implantação. O projeto é orçado em US$ 6 milhões. As novas estações seriam instaladas nas Ruas da Cidadania, em Curitiba, e nos municípios de São José dos Pinhais, Campo Largo, Rio Branco do Sul e Colombo.

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