Curitiba - Bogotá adotou o novo sistema de transporte coletivo há 17 meses. ‘‘Bogotá precisava de uma solução, e a nossa prioridade era ter um serviço de transporte ao alcance da população mais pobre, que normalmente vive longe e usa mais o transporte de massa’’, disse Ignacio Guzman, coordenador-geral do projeto Transmilênio S/A, nome dado ao sistema na Colômbia. Logo no início, a comissão descartou a construção de metrô, uma vez que na cidade de Medelin (também na Colômbia), uma linha de metrô, cuja previsão de investimento era de US$ 600 milhões chegou à casa dos US$ 2,2 bilhões. Concluída, o preço atual da passagem (US$ 0,35) não consegue cobrir os custos de operação do sistema.
O grupo de estudos de 25 especialistas acabou optando por um sistema que usa ônibus tradicionais, parecidos com o expresso articulado. Os ônibus circulam em canaletas duplas (com quatro pistas) de modo que vários ônibus possam circular ao mesmo tempo. Os pontos têm estruturas para que até três veículos parem ao mesmo tempo. Os ônibus têm roteiros e paradas diferentes, podendo parar em todos os pontos, em apenas alguns ou ponto a ponto.
Segundo Guzman, Bogotá –que sempre viveu um trânsito caótico– ficou cerca de 17 meses em obras. Mas valeu a pena. A Transmilênio tem 38 quilômetros, passa pela Região Metropolitana de Bogotá, em quatro trechos diferentes. Circulam simultaneamente 495 ônibus articulados, que transportam 30 mil passageiros por hora, ou 700 mil por dia. Guzman garante que os passageiros aguardam no máximo dois minutos pelo ônibus. ‘‘Foi a opção mais barata e eficiente e que permitiu a menor tarifa para o usuário’’, afirmou.(M.G.)

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