Boca Rouge é versão de saias do clube do Bolinha
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de dezembro de 1997
Curitiba 
Todo mundo diz que na Boca Maldita mulher não entra, como no Clube do Bolinha. A explicação do embaixador Zequinha chega a ser singela: Não é que seja proibido, apenas não existe clima para elas. A jornalista Rosemeire Tardivo, a Fifi, viveu na pele esse clima. Há 15 anos, novata na profissão, foi escalada para noticiar um jantar da confraria. No restaurante, não demorou muito para alguém avisar o presidente Anfrísio Siqueira, que visivelmente constrangido se dirigiu à moça: Ouça, menina, você não pode jantar aqui porque não é permitido a presença de mulher. Fifi foi embora e depois ficou sabendo depois que a reportagem tinha sido uma idéia para testar a reação da Boca Maldita.
A Boca possui também uma versão de saias, a Boca Rouge, criada por mulheres profissionais liberais. O nome tem origem na cor do batom - rouge é vermelho em francês - e no trocadilho com o verbo rugir, daí o eslogam do grupo ser respeitem senão a Boca Rouge. Presidida por Rosa Maria Chiamulera, a entidade tem um perfil mais sério e mais rígido que sua versão masculina. As discussões sempre giram em torno da atuação da mulher na sociedade. (G.V.)


