Boatos sobre tempestade e furacão agitam Curitiba
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Curitiba
A indústria dos boatos, que vive espalhando falsas notícias sobre bombas, voltou a funcionar ontem em Curitiba, desta vez assustando colégios e empresas com a informação de que um forte temporal cairia sobre a cidade e que um furacão atingiria o município de Ponta Grossa. A previsão da calamidade foi atribuída ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), que recebeu mais de 40 telefonemas sobre o assunto.
Essa informação não tem qualquer fundamento e não saiu daqui, disse o tenente Batista, do Centro de Meteorologia do Cindacta. Segundo ele, algumas pessoas chegaram ao absurdo de falar em maremoto.
A boataria, que começou de manhã, também deu muito trabalho à equipe do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Mais de 100 pessoas ligaram para cá tentando confirmar a informação, disse o meteorologista Tarcísio Valentim da Costa.
Na maioria das vezes, do outro lado da linha estavam diretores de escolas e pais de alunos, preocupados com a notícia de que o Cindcta havia recomendado o encerramento antecipado das aulas. O boato também preocupou organizações como o Banestado e o HSBC Bamerindus. Aos bancos, o boato chegou acrescido da notícia de que seria preciso desligar os sistemas de informática.
A previsão do Simepar para hoje é de chuva em todo o Paraná, exceto na região Norte. Não estão previstos ventos fortes nem temporais.


