Boate fica sem alvará por causa de barulho
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de fevereiro de 1999
Dimitri do Valle 
Poluição sonora e brigas estão tirando há dois anos o sono dos moradores da Rua Conselheiro Laurindo, no centro de Curitiba. Ali funciona a boate Parada Obrigatória, que nas sextas, sábados e segundas-feiras, está sendo acusada de ser o pivô do barulho. O secretário municipal do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, antecipou ontem que o alvará da casa noturna será cassado depois do carnaval.
Os proprietários da Parada Obrigatória foram multados três vezes desde 1997. A última infração foi registrada pela prefeitura no mês passado. O jornalista José Fiori, 48 anos, chegou a organizar um abaixo assinado há dois anos para promover o fechamento da casa. Isso aqui é área residencial e não poderia ter um estabelecimento como este funcionando até às seis horas da manhã, reclama. O morador observa que a situação já passou dos limites e que já observou um homem sendo carregado desacordado para fora da boate depois de uma briga.
Fiori diz que a movimentação dos frequentadores também causa transtornos em frente ao prédio onde mora. Os taxistas fazem fila na porta do prédio e bloqueiam a entrada da garagem, denuncia. O jornalista revela que duas senhoras que moravam ao lado da boate acabaram mudando de endereço. Indiferentes a lei do silêncio, frequentadores estacionam seus carros nas calçadas, protesta. Nos dias de promoções, Fiori descreve que a Conselheiro Laurindo se transforma num palco onde predominam as algazarras e disparos de alarmes dos automóveis.
Qualidade de vida também é não conviver com o barulho, afirma José Fiori. Há uma semana como titular da Delegacia de Ordem Social, o delegado Júlio César dos Reis diz que vai averiguar a situação da boate Parada Obrigatória. O abaixo assinado feito em 97 foi remetido para a especializada. O secretário do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, informa que como a boate já foi alvo de três notificações, os proprietários terão que fechar as portas. Se os donos quiserem reabrir o estabelecimento, terão que entrar com um novo pedido de alvará na prefeitura e executar as obras para abafar os ruídos.


