Boate fatura até R$ 15 mil por mês
A prostituição não é apenas para pessoas pobres, insatisfeitas e deprimidas. Um exemplo de satisfação pelo sucesso profissional é o de Carmem Costa, ex-prostituta e atualmente empresária da noite. Carmem tem uma boate onde fatura mensalmente R$ 15 mil brutos e cerca de R$ 10 mil livres. Polêmica em suas declarações, ela diz gostar de vender o corpo: Acho estranho quando transo com meu marido e não recebo dinheiro.
Para Carmem, a mulher que entra nessa vida tem que ter peito e o mínimo de afinidade com a profissão. Tem que gostar pelo menos um pouquinho, se não consegue aguentar o tranco, diz.
Em 20 anos de prostituição, por 14 anos Carmem trabalhou também em uma imobiliária, onde chegou ao cargo de gerente, mas diz que o que gosta mesmo é da noite.
Na boate Segura o Tchan, no Capão Raso, trabalham para ela cerca de 15 garotas que queiram ganhar dinheiro sem ficar de porre, com direito à casa e alimentação. Para trabalhar com Carmem as meninas têm que ser maiores de idade e estar na noite por livre e espontânea vontade, além de não usar drogas. Esse perfil garante uma renda média de R$ 700,00, o que é um bom salário nesse mercado.
Esse tipo de comportamento fez com que Carmem fundasse há quatro anos o Grupo Liberdade, que trabalha para defender os direitos da mulher prostituída e com a prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a Aids. O trabalho do grupo envolve palestras de conscientização sobre alcoolismo e uso de drogas.





