As festas de final de ano e o período de férias estão chegando e milhares de brasileiros irão atravessar o país em busca de descanso e diversão. Assim como em outros grandes feriados, os aeroportos brasileiros estarão lotados e, por esse motivo, algumas regras básicas de comportamento podem garantir uma viagem tranquila e sem problemas.
Para as consultoras Maria Inês Borges da Silveira e Silmara Leite Ribeiro Santos, coordenadoras do curso de Etiqueta Corporativa e Social do Centro Europeu de Curitiba, a preocupação com o comportamento em ambientes públicos, neste caso nos aeroportos e aviões, é fundamental e gera simpatia. ''Muitas vezes as pessoas ligam a palavra 'etiqueta' à ostentação e ao luxo. Puro engano. A boa educação, as normas e regras devem ser observadas e cumpridas para vivermos dignamente em sociedade. A etiqueta é importantíssima em todas as classes sociais, no nosso dia a dia'', afirma Maria Inês.
Segundo Silmara, algumas situações tornam-se incômodas para todos os passageiros se não forem bem executadas ou, possivelmente, evitadas durante a viagem, como falar em voz alta, fazer gracinhas aos comissários de bordo e arrumar o bagageiro de mão durante o trajeto. De acordo com a profissional, outras dicas interessantes ficam por conta das roupas, valorizando peças que prezem pelo conforto. ''O ideal é que as roupas sejam de tecidos que não amassem muito. Os sapatos merecem atenção especial, pois precisam ser confortáveis. Botas são desaconselháveis, uma vez que os pés podem inchar. Nem pense em andar pelos corredores descalço ou de meias. Você não está na sua casa.''
A publicitária Mariah Frighetto, de Londrina, é acostumada a viajar e já presenciou diversas situações, inclusive em voos internacionais. ''Um vez, em uma viagem para Santiago, no Chile, uma passageira ficou brava com alguma coisa e começou a falar muito alto, incomodando a todos. Foi necessário que a comissária chamasse a atenção dela, inclusive dizendo que ela seria obrigada a descer na próxima escala se não se controlasse'', conta.
Mariah também presenciou situações que classifica como uma possível falta de cortesia por parte dos tripulantes. ''Nesse mesmo voo para o Chile, passamos por uma região onde são comuns as turbulências, que costumam ser fortes também. Mas o piloto não nos avisou e quando o avião começou a chacoalhar e 'cair', todo mundo entrou em pânico e começou a gritar, foi horrível. Acho que se ele tivesse nos prevenido nada disso teria acontecido'', lamenta.
Outra situação foi quando, apesar de ter chegado bem cedo para fazer o check-in, vários passageiros passaram na frente, porque faziam parte de uma excursão e o guia já estava na fila antes dela. A cena de todos levantarem assim que o avião toca o solo também é comum. ''Acho que é uma bobeira, as pessoas só vão ficar mais tempo em pé'', comenta.
A jornalista Aline Zamboni também viaja com frequência e costuma se incomodar com a falta de percepção de alguns pais sobre o comportamento dos filhos. ''Tem criança que fica correndo pelo aeroporto, tropeça nas malas e ninguém fala nada. Tem aquelas que também não ficam quietas dentro do avião. Já fiz uma viagem em que a criança sentada atrás de mim ficou chutando a poltrona o tempo todo e os pais não tomaram nenhuma providência, mesmo quando eu dei aquela 'olhadinha' para trás.''
De acordo com ela, também não é raro presenciar mães com crianças, bagagens de mão e ninguém se dispor a ajudar, mesmo os funcionários das companhias aéreas. ''Ainda assim vejo que no Brasil as pessoas têm mais educação do que em alguns países. Aqui pelo menos as grávidas e os idosos realmente são prioridade'', afirma.

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