BOA AÇÃO - Uma lição de solidariedade
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de março de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local <br> 
Universidade é sinônimo de amigos, festas, aprendizado. Para alguns estudantes a época em que se dedicam ao curso superior também está ligada à solidariedade. No início do ano letivo o trote solidário tem ganhado cada vez mais espaço. Mais do que comemorar o início de uma fase e a chegada de novos alunos, a ideia é fazer o bem a quem precisa. Muitos deles gostam tanto da prática da solidariedade e dão continuidade à boa ação.
Doar sangue. Há cinco anos este é o desafio proposto aos calouros do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina. O projeto Sangue Bom leva para o campus da UEL a equipe do Hemocentro do Hospital Universitário e coleta sangue de todos os alunos - novos e antigos - que desejarem participar. Desta forma Gustavo Hadamés Monteiro, aluno do 5º ano de Direito da UEL, descobriu como ajudar o próximo. A primeira vez que doei sangue foi quando entrei na universidade, em 2007, disse. De lá para cá, Gustavo doa sangue toda vez que vê a van do Hemocentro e está em boas condições de saúde.
O hábito o levou a se inscrever também no Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Acho que esta é uma maneira de ajudar quem precisa. Vivemos em sociedade e devemos nos preocupar com quem está em volta. Esta é uma forma simples de fazer alguma coisa pelo outro, explicou.
Gustavo afirmou que também ajuda o Centro Acadêmico de direito nas feijoadas beneficentes em prol do Hospital do Câncer. Mesmo depois de formado quero continuar fazendo parte deste projeto, considero este tipo de iniciativa importante. Se todos os cursos superiores de Londrina adotassem uma instituição certamente teríamos uma cidade diferente, destacou.
Permanente
Anne Karinne Fujiwara e Natalia Tavares fazem a parte delas. As meninas conheceram o Centro de Educação Infantil (CEI) Boa Esperança, no Jardim Perobal (Zona Sul) por causa da faculdade. Elas estão no 3º ano do curso de Administração na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e escolheram o CEI para cumprir a disciplina obrigatória Projeto Comunitário.
Três meses foi o período que as estudantes frequentaram a instituição semanalmente. O tempo foi suficiente para elas adotarem o CEI, que atende 110 crianças de 2 a 9 anos. Foi só olhar para o lado e ver que a necessidade estava muito perto. Durante este período fizemos um projeto de recreação com os alunos, disse Natália.
No final da disciplina as meninas decidiram fazer uma festa de encerramento e contaram com a colaboração de estudantes de vários cursos. Nos apegamos tanto às crianças que decidimos montar um outro projeto, agora com finalidade administrativa. Vamos colocar em prática em breve, contou Anne. Não queremos um trabalho pontual, nossa meta é fazer aguma coisa para mudar a vida deles de forma permanente; uma das ações deve ser a oferta de cursos profissionalizantes aos pais dos alunos, acrescentou Natália.
As estudantes continuam visitando a instituição a cada 15 dias. A convivência com as crianças fez com que a gente conhecesse uma realidade diferente da
nossa. Aqui aprendemos
mais do que ensinamos, afirmou Anne.
As meninas disseram que a convivência na creche fez com que elas dessem mais valor ao que possuem. As crianças nos tratam como as melhores amigas e nós também procuramos dar o que temos de melhor para elas, disse Natália. É bom estar ao lado deles. Sempre na hora de ir embora já pensamos em quando iremos voltar, disseram.


