Maringá A Secretaria de Sa© úde de Maringá está conseguindo conter os casos de dengue, mas ainda enfrenta dificuldades para reduzir a infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Somente um caso de dengue foi confirmado em janeiro, enquanto no mesmo período do ano passado foram 15 exames positivos e 51 notificações. A secretaria tem atualmente 26 notificações, cujos exames estão sendo analisados.
Entre os bairros, a Vila Morangueira detém o maior índice de infestação de mosquitos e é o local onde foi confirmado o único caso da doença. No ano passado, Maringá teve 638 casos positivos, sendo 22 importados, entre eles, um que causou a morte de uma dona de casa que veio de Mato Grosso.
Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Mariângela da Silva Félix Vecchi, o município está conseguindo deter a doença por causa do trabalho preventivo desenvolvido em campo com 110 agentes de saúde. Mariângela explica que após a notificação de um caso, a secretaria realiza um bloqueio de 300 metros na área de residência do caso suspeito para verificação de focos do mosquito e aplicação do fumacê. Outro diferencial do programa está no fato de que os agentes também verificam a área do local de trabalho da pessoa.
Mariângela diz que a maior preocupação da secretaria está na eliminação de águas paradas após o período de chuvas. Conforme a coordenadora, os agentes encontram principalmente vasos de flores, além de caixas d'água sem tampa e vasilhames que facilitam o acúmulo de água parada.
A coordenadora explica ainda que uma residência com foco do mosquito é suficiente para infestar um quarteirão do bairro. Mesmo diante da falta de conscientização da comunidade para eliminar ou evitar focos do mosquito, a secretaria fez um levantamento em dezembro do ano passado em que constatou um índice de 1,57% de infestação, baseado na proporção de um local com foco a cada 100 residências. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza um índice tolerável de 2%.

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