Curitiba - O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) está terminando um levantamento de custos de instalação e manutenção de bloqueadores de telefones celulares em unidades prisionais para enviar ao Ministério da Justiça. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) repassou para o Estado uma lista com as quatro empresas credenciadas para fazer este tipo de atividade.
O Depen já solicitou orçamentos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, município da Região Metropolitana de Curitiba. Apenas a Brasil Sul enviou resposta. As outras três credenciadas (Datamega Sistemas Ltda, Telsat Telecomunicações e Telec Telecom Technologi and Solutions) ainda estão em fase de elaboração das propostas.
A expectativa é a de que o Estado gaste cerca de R$ 300 mil para suprir a PCE com os equipamentos que irão garantir o bloqueio de todas as ligações celulares. Deverão ser instaladas seis torres no local. ‘‘Não é apenas um equipamento para melhorar a tecnologia da penitenciária. É uma necessidade real’’, destacou Divonzir Mafra, coordenador estadual do Depen.
As principais vantagens do sistema são evitar fugas, impedir ligações entre quadrilhas especializadas em tráfico de drogas e sequestros, diminuir as rebeliões, desmobilizar grupos criminosos que agem em vários estados brasileiros. ‘‘Por questões de segurança, todas as unidades penitenciárias do Estado deveriam ter esses bloqueadores de chamadas’’, salientou.
Após terminada a fase de orçamentos, o Estado deverá enviar um pedido de recursos ao Departamento Penitenciário Nacional, órgão ligado ao Ministério da Justiça. A intenção é equipar imediatamente a PCE, a Prisão Provisória de Curitiba (PPC), e as penitenciárias de Londrina e Maringá.

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