Guilherme Vieira

Albari RosaFiscal examina preservativos em farmácia: contrabando no CarnavalComeçou ontem em todo o País uma blitz realizada pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) para fiscalizar a qualidade de preservativos sexuais masculinos (camisinhas) disponíveis no mercado. Os fiscais vão percorrer pontos de venda para retirar das prateleiras produtos de origem duvidosa.
No Paraná o Ipem mobilizou dez fiscais, que vão atuar em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Guarapuava. A fiscalização também vai abranger o litoral, como parte da Operação Ecoverão. Em caso de irregularidade, o responsável é autuado e recebe multa de até 4,8 mil Ufirs, além de ter o material apreendido.
O chefe do Departamento de Qualidade Industrial do Ipem no Paraná, Roberto Tamari, diz que o objetivo desta vistoria é detectar lotes falsos ou contrabandeados para atender a grande demanda no Carnaval. ‘‘Essas vistorias costumam ser feitas durante todo o ano. Em 97 realizamos 704 no Paranᒒ, disse. Em 1997, o Ipem examinou 107 mil exemplares de camisinhas, e apenas 2,5 mil foram apreendidos por não seguirem as normas.
FalsificaçãoTodo preservativo comercializado no Brasil, importado ou nacional, tem que possuir o selo de fiscalização do Inmetro impresso na embalagem. O selo indica que o produto passou por testes de qualidade e atende aos padrões exigidos pela legislação brasileira. A irregularidade mais comum é a importação clandestina, que introduz no País preservativos que não passaram por testes. Também é comum a falsificação do selo do Inmetro na embalagem.

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