Osmani Costa
De Londrina
Técnicos da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e policiais militares da Companhia de Trânsito (Ciatran) realizaram, na tarde de ontem, uma blitz educativa inédita na cidade. Eles foram até a Avenida Dez de Dezembro (Via Expressa, na área central) para medir a quantidade de poluição que a fumaça de cada veículo estava jogando no meio ambiente. Para os testes, os técnicos e policiais não usaram sofisticados equipamentos eletrônicos, mas simples cartões de papelão recebidos gratuitamente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de São Paulo.
O cartão possibilita a medição do índice de poluição da fumaça pelo método comparativo de cores. Nele, uma circunferência está subdividida em cinco partes, com cinco diferentes cores que vai do cinza-claro até o preto. No centro da círculo de cores há um orifício em forma de pentágono. É por ele que o fiscal verifica a tonalidade correspondente à qualidade da fumaça dos carros, caminhonetes e caminhões.
‘‘Quanto mais preto o gás expelido pelo veículo, mais ele está poluindo o ambiente. O que gera esta fumaça tóxica é a má regulagem do motor e da bomba injetora. Quando o teor de fuligem é alto, pode causar sérios problemas de saúde às pessoas, além de danos ao meio ambiente’’, explica o técnico da AMA, Luiz Campanhã Filho.
De acordo com ele, a fumaça preta produzida por veículos mal regulados pode causar tonturas, vertigens, doenças respiratórias e até câncer, quando suas partículas de fuligem tóxica - mais finas que um cabelo - não são retidas e chegam ao pulmão humano. ‘‘Então, estamos orientando os motoristas a regular seus veículos. Até porque, além da poluição, a desregulagem causa um maior gasto de combustível e a diminuição da vida útil do motor.’’
No cartão que mede o índice de qualidade da fumaça, os três primeiros graus significam que o carro está bem regulado. Os níveis 4 e 5 - das cores cinza-escuro e preto - determinam que o gás lançado no meio ambiente pelo veículo é perigoso. Nesta situação, os casos mais comuns são de caminhonetes, caminhões e carros velhos.
O 2º sargento da PM, Custódio Paes de Almeida, que ontem coordenou a operação pela Ciatran, comenta que os donos dos veículos que causam este grau de poluição estão sujeitos a punição prevista no Código de Trânsito Brasileiro. ‘‘A multa é de 120 UFIRs - R$ 117,24 - e o motorista perde cinco pontos no prontuário. Além disto, o automóvel é retido para regulagem.’’Técnicos e policiais alertam sobre os riscos causados pela emissão de fumaça tóxica
Mário CesarEDUCAÇÃOFuncionários da Autarquia Municipal do Ambiente conscientizam motoristas sobre a necessidade de manter a qualidade do arMário CesarCartão usado para medir o grau de poluição emitido pelos veículos

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