Blitz tenta diminuir violência
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sábado, 07 de abril de 2001
Telma ElorzaDe Londrina 
A partir da próxima semana bares, hotéis, motéis e pensões de Londrina passarão a ser fiscalizados em uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Fazenda, Vara da Infância e Juventude e Vigilância Sanitária. A proposta, feita e aceita ontem em uma reunião com os órgãos na prefeitura, é do Conselho Comunitário de Segurança e chefia da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina com objetivo de diminuir os índices de violência registrados na cidade.
A operação vai atuar de forma preventiva principalmente nos pontos onde há frequentes denúncias de crimes ou irregularidades. De acordo com um levantamento feito pelo Conselho de Segurança, na cidade existem cerca de 200 pontos problemáticos que deverão ter fiscalização intensificada com a parceria de fiscais da Secretaria da Fazenda, Vigilância Sanitária e comissários de menores.
Segundo o delegado-chefe da 10ª SDP, Gilson Garret Algauer, a idéia surgiu da prática policial. Na maioria das vezes, a polícia é chamada para atender a alguma ocorrência. Vai, investiga o caso e pronto. No outro dia, uma nova ocorrência acontece ali. O problema é que a polícia não tem o poder de fechar um estabelecimento, mesmo que outras irregularidades, sanitárias por exemplo, estejam à vista. É aí que entram os fiscais, apontou.
Para o delegado-chefe, a ação conjunta também vai beneficiar estes órgãos já que a polícia vai dar a segurança necessária ao trabalho dos fiscais. Em alguns pontos da cidade, até a polícia tem dificuldades para entrar, disse. De acordo com Algauer, a idéia vem sendo usada com êxito em outras cidades do Brasil, como São Caetano (SP). Eu mesmo, quando delegado em Jacarezinho, firmei parcerias como esta e conseguimos fechar um ponto muito problemático na cidade, diminuindo consideravelmente a criminalidade, disse.
Segundo o presidente do Conselho de Segurança, Artur Piancasteli, esta é a primeira ação concreta em resposta ao apelo da sociedade por mais segurança. O conselho é a comunidade. E como tal, cataliza as queixas contra a violência. Temos que agir, encontrar soluções, afirmou. A coordenação da operação será do delegado-chefe, com parceira da P2 (serviço reservado da Polícia Militar) e Secretaria da Fazenda.


