Uma blitz contra a prostituição juvenil em Foz do Iguaçu, realizada anteontem à noite pela Polícia Civil e o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, recolheu duas adolescentes em ruas do centro da cidade e as encaminhou às famílias. A operação envolveu 50 policiais e durou quatro horas - entre as 20 horas e meia-noite de anteontem.
Além das duas adolescentes, um rapaz - L.R., de 16 anos -, que estava sem documentos em um hotel utilizado para a prostituição, também foi recolhido e encaminhado para casa pelo Conselho Tutelar. No mesmo hotel, cujo nome não foi divulgado, a polícia encontrou uma menina de um ano e quatro meses que não tinha o registro de nascimento.
A criança foi recolhida pelo Conselho Tutelar e encaminhada a um abrigo mantido pela prefeitura. Segundo a conselheira Rosilene Beatriz de Link, ela ficará neste local até que a mãe - uma prostituta que trabalha naquele hotel - providencie os documentos da criança e ‘‘um local decente para ela viver’’.
As adolescentes recolhidas são J.N., de 17 anos, e C.T.D., de 16. Elas estavam se prostituindo em ruas do centro da cidade. Foram entregues às famílias ontem pela manhã. Segundo Rosilene, as meninas, que não estudavam, foram matriculadas em escolas ontem.
A blitz, que percorreu mais de dez casas de prostituição da cidade, faz parte da ‘‘Operação Segurança na Fronteira’’, que envolve policiais da Central de Operações Policiais Especiais (Cope), de Curitiba, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Segurança Pública, e da 6ª Subdivisão Policial (SDP) de Foz do Iguaçu.
Iniciada na terça-feira, a megaoperação já deteve cerca de 160 suspeitos. Desse total, sete foram presos - três por porte ilegal de arma, duas por tráfico de drogas e dois foragidos da Justiça. Segundo o delegado Ricardo Noronha, chefe do Cope, as operações deverão ser realizadas diariamente, pelo menos até o final da semana.

mockup