Blitz prende estudantes que não pagam passagem
A Urbs, empresa que gerencia o transporte coletivo de Curitiba, e a Polícia Militar prenderam 20 estudantes, dos quais sete maiores e 13 menores, numa operação de guerra para conter os estudantes que invadem os ônibus sem pagar as passagens, de R$ 0,75, os chamados de fura-catracas. Uma menor se dispôs a ir presa, para acompanhar duas amigas. Feita às 22h45 de anteontem, a blitz foi um susto tanto para os estudantes quanto para os outros passageiros, só que estes últimos comemoraram a ação, com muitos risos.
Os estudantes, que estudam nos colégios Leôncio Correia e Loureiro Fernandes, entre os bairros Cabral e Santa Cândida, foram retirados do ônibus e colocados um ao lado do outro com as pernas abertas e as mãos encostadas num muro à beira da Avenida Paraná. Ali, foram identificados e receberam conselhos dos fiscais da Urbs e policiais. Segundo o diretor de Transporte da Urbes, Euclides Rovani, a bltiz deve se repetir todas as semanas até o problema ser extinto. Ele diz que 1.600 passagens deixam de ser pagas todos os dias, o que causaria um prejuízo de R$ 26,4 mil.
Rovani acredita que o caminho para resolver as invasões seja a repressão. Segundo ele, uma ação, semelhante à de anteontem, realizada em agosto do ano passado, teria acabado com as invasões na Região Sul da cidade. A blitz de anteontem foi a segunda do ano. A primeira havia sido realizada na segunda-feira da semana passada. Conforme Rovani, 60 alunos foram detidos. Destes, oito teriam sido conduzidos às delegacias.
Apesar de terem sido detidos 48 estudantes na operação de anteontem, apenas 20 pessoas foram levados às delegacias. Acusados de fraude - tomar condução pública sem recursos para pagar passagem -, os estudantes foram liberados na mesma noite e intimados a comparecer ontem na Promotoria do Adolescente. As audiências, porém, foram suspensas porque o precesso ainda está em fase de autuação e remarcadas para vários dias, a partir de 3 de maio.





