Funcionários do Hospital Evangélico (HE) de Londrina fizeram uma blitz educativa de trânsito ontem, durante os horários de pico da manhã e tarde, em frente à instituição, na Avenida Bandeirantes (Região Central de Londrina). A ação contou com a parceria da Escola Prática Educativa de Trânsito, do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), polícias Militar e Rodoviária Estadual e agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
  O objetivo era orientar motoristas e pedestres, em especial a própria equipe do hospital, sobre os cuidados necessários para garantir segurança e qualidade de vida no trânsito. A presidente da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) do Evangélico, Sandra Capelo, afirma que muitas vezes os funcionários saem do trabalho e, com pressa, acabam atravessando a rua sem muita atenção. ‘‘Já tivemos pessoas com luxações e torções, que tiveram que se afastar do trabalho inclusive, por causa da correria em atravessar a rua para pegar o ônibus.’’
  A segurança do hospital, Claudineia Carvalho, que passa seis horas por dia na portaria de funcionários, de frente para a avenida, conta que já viu alguns acidentes, mas defende que a culpa nem sempre é somente do motorista. ‘‘Os dois são responsáveis, motoristas e pedestres, porque às vezes os colegas saem apressados, correndo, e nem olham direito’’, afirma. Para o cabo da Polícia Rodoviária, Laerth Bruner, justamente a pressa tem sido a grande vilã do trânsito no município. Ele explica que a cidade cresceu, já tem uma grande frota veicular e por isso enfrenta congestionamentos e trânsito lento, que acabam deixando o motorista impaciente.
  Cabo Bruner lembra que o trânsito é composto por todos aqueles que se utilizam das vias públicas para se locomover, e portanto até os animais devem ser inclusos. ‘‘O curioso é que tem alguns cachorros que moram nas ruas do Centro e já aprenderam a atravessar na faixa. Falta o ser humano fazer o mesmo agora’’, brinca. Enquanto distribuía os folhetos aos motoristas, o cabo precisou pedir que muitos deles colocassem o cinto de segurança, e daí constatou: ‘‘O que mais falta é conscientização.’’
  No caso na Avenida Bandeirantes, o perigo aumenta em função do movimento intenso e da grande quantidade de informações que ela apresenta. ‘‘Tem outdoor, fachada, vários ônibus com letreiros, vendedores ambulantes, muitos carros diferentes, banca de revista; tudo para desviar a atenção dos motoristas’’, analisa a diretora pedagógica da Escola de Trânsito, Maria Cristina da Rocha. Ela orienta que, assim como os funcionários do Evangélico, outras instituições podem solicitar apoio da escola para ações de educação no trânsito. O telefone de contato é (43) 3327-0129.

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