O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) divulgou ontem o resultado da fiscalização sobre preservativos sexuais masculinos (camisinhas) feita neste mês. As equipes do Ipem visitaram 79 empresas (farmácias e supermercados) no Estado e examinaram 14.013 unidades, segundo o chefe de departamento de qualidade industrial do instituto, Roberto Tamari.
Cerca de 2% dos preservativos examinados (265) não tinham o selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e, por isso, foram apreendidos. A fiscalização do Ipem tem como objetivo retirar do mercado camisinhas sem o selo de qualidade. ‘‘Ainda faltam alguns dados de Cascavel e Guarapuava, mas o índice de irregularidade não deve passar de 2%’’, disse Tamari.
Todas as camisinhas verificadas foram produzidas fora do Brasil, o que indica contrabando, já que não têm o selo do Inmetro. ‘‘Neste caso, o único responsável é quem está comercializando’’, disse Roberto Tamari. Além de ter os produtos apreendidos, o comerciante pode ser multado em até 4.800 UFIRs (R$ 4.600,00). O Ipem preferiu não divulgar as marcas dos preservativos apreendidos.
A última grande fiscalização de camisinhas realizada pelo Ipem havia sido feita em fevereiro deste ano, no período do carnaval. Na época, 166 empresas foram visitadas e 26 mil preservativos, examinados. Destes, 527 unidades foram apreendidas. Para Roberto Tamari, na operação de fevereiro o índice de irregularidade também foi de 2%, ‘‘o que mostra uma estabilidade’’.
Na hora de comprar o preservativo, o consumidor deve verificar o selo do Inmetro, o prazo de validade, o nome do fabricante ou importador, e a indicação de uso (bula), em língua nacional.

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