Blitz da RF 'segura' 300 ônibus na 369
Sid Sauer
De Peabiru e Ubiratã
Cerca de 300 ônibus de sacoleiros ficaram parados por aproximadamente nove horas, ontem, em dois postos de combustíveis às margens da BR-369, em Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão) e Corbélia. A paralisação aconteceu para evitar uma blitz que a Receita Federal estava fazendo na balança da PR-317, em Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão). Uma outra equipe ficou em Cianorte para barrar quem tentou usar um desvio.
Os ônibus começaram a parar pouco depois da meia-noite, quando a operação da Receita começou, e só deixaram os postos depois das 9h30, quando a blitz já estava encerrada. Alguém avisou os sacoleiros, disse o delegado da Receita Federal em Maringá, Arcanjo Valério de Lima, que acompanhou os trabalhos na balança até por volta das 6 horas. Durante o período em que os 38 fiscais ficaram no local, nenhum ônibus de sacoleiros passou pela balança.
Para vistoriar 11 ônibus da meia-noite até a manhã de ontem, os fiscais da Receita tiveram que ir buscar, com a ajuda das polícias Rodoviária e Militar, veículos que estavam parados às margens da rodovia, ainda antes de Campo Mourão. O volume de mercadorias apreendidas encheu três caminhões em Peabiru. Um montante praticamente igual foi apreendido em Cianorte, onde outros oito ônibus de sacoleiros foram vistoriados.
Somente amanhã (hoje) no final da tarde poderemos ter uma idéia do valor total das mercadorias apreendidas, explica Lima. A maior parte das mercadorias é retida em sacolas e nem sabemos o que existe dentro. Ninguém assumiu ser dono das mercadorias apreendidas. Os sacoleiros deixavam os ônibus e assumiam a aquisição apenas de uma quantidade de compras dentro do limite permitido de US$ 150,00. O restante foi considerado como abandonado.
Até por volta das 4h30, os fiscais da Receita admitiam a possibilidade de ir buscar mais ônibus que estavam parados em postos de combustíveis de Ubiratã e Corbélia. Para isso, eles contavam com a ajuda de cerca de 50 policiais, entre militares e rodoviários. A ação foi descartada porque os fiscais optaram por ajudar o grupo que estava sobrecarregado na blitz feita em Cianorte, onde a Receita Federal contava com apenas oito pessoas.





