Blitz da Receita Estadual arrecada R$ 42 mil em multas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de outubro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniContra a sonegaçãoFiscais
descobrem carga
sem nota fiscal
em rodovia de
acesso a
Paranavaí;
multa chega
a 30% sobre
o valor
da carga legal
ou irregularBlitz realizada ontem no período da manhã pela Receita Estadual nas rodovias de saída de Maringá recolheu R$ 42,5 mil em multas sobre cargas com problemas de documentação. As empresas responsáveis pelas cargas que não recolheram o ICMS foram obrigadas a pagar 30% de multa sobre o valor das mercadorias.
Oitenta fiscais da Receita amanheceram o dia nas cinco rodovias de acesso a Maringá. A blitz não teve aviso prévio. O motorista Ademar Pasternack, 39 anos, que dirigia o caminhão placas LXD 0423, de Cascavel, e seu ajudante Adauto Pereira, 24 anos, tinham em seu poder uma nota fiscal com relação dos secos e molhados que estavam transportando para Paranavaí.
Na vistoria feita pelos fiscais, foi constatado que havia mais mercadorias do que as relacionadas na nota fiscal. Foram encontradas 33 garrafas de conhaque Dreher, por exemplo, mas a nota dizia que somente oito garrafas estavam com o ICMS em dia.
Pressionados pelo chefe da fiscalização, Wilson Scaliante, Pereira acabou por entregar a relação dos destinatários que receberiam mercadorias com e sem a nota fiscal. É assim que as empresas sonegam o imposto: escondem no meio das mercadorias legais, com nota, aquelas que não têm nota, que não pagaram o imposto, explicou o fiscal.
Um outro caminhão, de placas AGI 4269, de Cianorte, carregava mais de 600 quilos de arroz. O responsável por esta carga não pagou o imposto antecipado, como obriga a lei nos casos de cargas com mais de 600 quilos de um só produto. Por isso, além do imposto, vai ter de pagar a multa de 30%, afirmou Scaliante.
A maioria dos carregamentos de secos e molhados é feita por caminhões fretados, que cobram em média de R$ 700,00 por viagem. Nós pegamos o caminhão já carregado, não dá tempo de conferir a carga. No fim, somos nós que pagamos o pato, reclamou Pereira. A blitz de ontem terminou ao meio-dia e foi realizada em conjutno com as delegacias da Receita Estadual de todo o Estado.


