Correspondente
PONTA GROSSA - Uma ação conjunta, que reuniu fiscas da prefeitura, bombeiros, Polícia Militar, Ministério do Trabalho e Procon, fechou ontem em Ponta Grossa a Feira Vest Malhas, que funcionava em um barração alugado, no centro da cidade. Esse tipo de feira, que teoricamente vende produtos ao preço de fábrica, acontece quase todo mês em Ponta Grossa, reunindo comerciantes de vários Estados.
Para fechar a Feira Vest, a prefeitura municipal alegou inúmeras irregularidas, sendo a mais grave a falta do alvará que permite o funcionamento. Segundo Carlos Lopatiuk, diretor do ISS (Imposto Sobre Serviços) do município, o alvará solicitado pelos organizadores da feira foi indeferido, em atenção a um laudo expedido pelo Corpo de Bombeiros atestando falta de segurança no local.
O alvará foi solicitado em nome da Associação de Pais e Amigos dos Exepcionais (Apae) de Ponta Grossa. De acordo com Carlos Lopatiuk, o único retorno da Apae com a feira seria o faturamento da portaria, que cobra uma entrada de R$ 1,00. A feira reúne 43 expositores dos Estados de São paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quando a feira foi interditada, por volta das 15 horas, mais de 200 pessoas encontravam-se no local.
Por solicitação do Procon, durante a operação fiscais do Ministério do Trabalho auturam os expositores que não tinham registro dos funcionários. Gilmar Costa Vaz, do Procon de Ponta Grossa, disse que o comércio praticado nessas feiras fere o Código de Defesa do Consumidor. Como a feira é temporária, o consumidor não tem como nem para quem reclamar um produto que apresente defeito mais tarde. A feira começou no último sábado e iria até o próximo dia 13.
Davi Quadros, advogado que representa os organizadores da feira, disse que entraria com uma ação judicial para o deferimento do alvará de funcionamento. De acordo com Davi, a feira já possui um novo projeto que atende a todas as exigências e determinações do Corpo de Bombeiros. Enquanto o Corpo de Bombeiros apresentou o laudo reprovando as condições de segurança do local, o Conselho Empresarial da Mulher Executiva, o Clube dos Diretores Lojistas e o Sindicato do Comérico Varejista também solicitavam a fiscalização das condições legais de funcionamento da feira.

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