Vinte e sete de setembro é Dia Nacional do Doador de Órgãos e para comemorar a Santa Casa, em parceria com a Central de Transplantes de Londrina, organizou uma série de palestras e oficinas com o intuito de discutir a importância da doação com a população. O objetivo é aumentar histórias como a do caminhoneiro Héber Antunes Garcia, 37 anos, que há 13 anos recebeu um transplante de rim e hoje afirma que ''vende saúde''.
Como parte das atividades, alunos do Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis realizaram durante todo o dia de ontem uma blitz em frente ao hospital. Eles entregaram balões e panfletos explicativos para quem passou pelo local.
Segundo a enfermeira Sandra Boni Paulena, coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplante da Santa Casa, o objetivo é informar as famílias. ''Como é a família quem decide pela doação, a idéia é fazer os parentes se informarem e conversarem sobre o assunto em casa'', justificou. Ainda conforme Sandra, as palestras e oficinas que acontecem até o fim da semana têm o objetivo de preparar as pessoas para serem multiplicadoras da informação. ''As oficinas são gratuitos e abertas ao público em geral.''
Para a enfermeira, muitas famílias ainda deixam de doar porque desconhecem a opinião do parente que faleceu. ''Por isso preparamos um panfleto para esclarecer alguns mitos que as pessoas ainda têm em relação à retirada de órgãos'', disse Sandra. Apesar do baixo índice de doações, a população está mais consciente, na opinião da enfermeira. ''Tivemos uma queda em 2005, mas com as campanhas, o número de doações tem melhorado.''
Até agosto, a lista de espera da Central de Transplantes reunia 4.587 pacientes no Paraná. No Brasil são 69 mil pessoas à espera de doadores de órgãos e tecidos. Na região de Londrina, 775 pessoas esperavam por um transplante no mesmo período. Dados da Santa Casa apontaram que de janeiro a agosto deste ano foram registrados 491 óbitos no hospital. Foram aproveitadas 20 córneas, um fígado, dois rins, um coração e cinco válvulas cardíacas.
Conforme a enfermeira, em óbitos por parada cardíaca é mais comum o aproveitamento das córneas e válvulas cardíacas. ''Outros órgãos são aproveitados quando ocorre morte encefálica'', informou Sandra, ressaltando que muitas famílias ainda confundem a morte cerebral com o coma e isso dificulta um pouco a captação de órgãos.
Dentro da campanha pela doação de órgãos, serão realizadas palestras e oficinas gratuitas para a comunidade. Hoje, a oficina acontece no Hotel Sumatra, a partir das 19h30. Amanhã, a coordenadora da Central de Transplantes de Londrina, Evanira Janjacomo Chiquetti, dará palestra no SAS, às 14h30 e haverá uma oficina no Sindicato Rural de Rolândia, às 14 horas. Nos dias 25 e 26, a palestra acontece no Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis, às 8h30 e 14 horas, respectivamente.

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