O delegado Luiz Alberto de Souza Ferreira, titular da Divisão de Crimes Contra a Economia Popular do Departamento de Polícia do Consumidor (Decon), em São Paulo, disse ontem à Folha, por telefone, que em uma só blitz, no dia 13 de maio, apreendeu 1.100 desses equipamentos na capital paulista. ‘‘Temos a compreensão de que ganhar ou vencer, nessas máquinas, depende da sorte. Então é jogo de azar.’’
Luiz Ferreira disse que a maioria das máquinas apreendidas em São Paulo é importada da Espanha e, assim como as de Londrina, prevê o pagamento em prêmios de aproximadamente 80% do valor arrecadado. ‘‘Um lucro de 20% é altamente rentável.’’ Em São Paulo, elas estão sendo encontradas não só em bares e bancas de revistas como também em padarias e farmácias.
Os responsáveis pelo jogo - no caso, as empresas que estão distribuindo as máquinas - irão responder a inquérito policial por contravenção. Mesmo o comerciante que adquiriu a máquina, sem saber da ilegalidade, poderá responder pelo mesmo crime se houver reincidência. ‘‘E o apostador tem pena de multa (fixada pelo juiz).’’ O delegado observou ainda que os casos serão investigados na polícia e que a última palavra sobre a legalidade ou não do jogo será da Justiça. (L.H.)

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