Curitiba - ''Em um acidente, a pessoa sem o acessório de segurança é jogada para várias direções dentro do veículo, atingindo inclusive as que estão usando o cinto. Em alguns casos elas podem ser projetadas para fora do carro.'' O alerta é do tenente-coronel do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Loemir Mattos de Souza. A importância do uso de cinto de segurança é o tema de uma blitz educativa que começou ontem e segue até o dia 29 deste mês, em diferentes ruas de Curitiba.
Durante toda a manhã de ontem, uma equipe de agentes fiscalizou os carros que passaram por um trecho da Avenida Nossa Senhora da Luz, em Curitiba. Andar de carro sem cinto é considerado infração grave. A multa é de R$ 127,69 e quem comete o erro leva cinco pontos na carteira de habilitação. Isso não é válido apenas para o motorista. Os passageiros, incluindo os do banco traseiro, devem estar protegidos.
A blitz também serviu para os agentes de trânsito e policiais militares alertarem sobre a obrigatoriedade das cadeirinhas para bebês e crianças. A partir de 8 de junho, os veículos que transportarem menores de 10 anos em condições inadequadas serão multados. Cada idade e tamanho equivale a um acessório específico.
Ao sair do hospital, a criança deve ser transportada no ''bebê-conforto''. Com um ano, ou até atingir 13 quilos, é necessário o uso da cadeirinha. A partir dos quatro anos deve ser utilizado o assento elevado. Isso segue até ela atingir os 10 anos. ''Mas é necessário ver se nesta idade a criança já tem estrutura para poder sentar na frente e usar apenas o cinto'', alerta a coordenadora de educação no trânsito do Detran, Maria Helena Gusso Mattos.
''O cinto de segurança foi projetado para ser usado em pessoas com mais de 1,45m de altura. Usá-lo em crianças pode provocar enforcamento ou sérias lesões no abdômen, causando hemorragias no organismo, na ocasião de um acidente. Tem gente que reclama de ter que gastar dinheiro para comprar a cadeirinha. Mas o valor da vida de uma criança não tem preço'', opina a coordenadora.
Segundo estimativas recentes, 46% dos leitos nos hospitais públicos estão ocupados por vítimas no trânsito. O dinheiro gasto para o tratamento destes casos deixa de ser usado para o benefício de outros pacientes com doenças graves. A blitz é realizada pelo BPTran em conjunto com o Detran e com a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran).

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