Blindagem custa até R$ 33 mil
De Curitiba
O aumento de crimes violentos em Curitiba e região metropolitana despertou o interesse da empresa paulista Omega Blindagens Especiais. Ontem o dono da Omega, Salvatore Di Chiara, fez uma demonstração da resistência do equipamento de blindagem no estande de tiro da Escola de Polícia Civil, no bairro Vila Isabel, em Curitiba. A intenção do empresário era despertar o interesse do comando da Polícia Civil do Estado pelo sistema de segurança. O objetivo não deu muito certo, porém. Segundo o delegado Adauto Abreu de Oliveira, diretor da escola, a polícia não precisa de carro blindado. Nosso trabalho é investigar, quando mais comuns forem os policiais e os carros melhor, disse.
O sistema seria mais indicado, conforme Oliveira, para grupos de elite, como o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Serviria de escudo num confronto policial, afirmou. O alvo principal do dono da Omega, no entanto, são empresários e profissionais liberais, os chamados sequestráveis. Para blindar um carro, eles terão que gastar entre US$ 20 mil e US$ 33 mil e contar com um aumento significativo do consumo de combustível. Isso porque o carro ficará de 120 a 150 quilos mais pesado. Conforme Salvatore Di Chiara, o aumento do peso não influencia o desempenho do veículo.
Durante o teste, foram disparados tiros de pistolas, revólveres calibre 38, escopetas calibre 12 e rajadas de metralhadoras. Di Chiara afirmou que empresários do Estado teriam manifestado interesse em blindar seus carros, mas se recusou a fornecer os nomes destes. Até ontem, a empresa não tinha nenhum cliente no Paraná. A única fábrica da Omega funciona em São Paulo e, por enquanto, deve continuar os veículos seriam blindados naquele Estado, segundo Di Chiara.
Apesar de não demonstrar interesse pelo equipamento, o delegado Adauto Olveira considerou importante a mostra. Segundo ele, a polícia tem que conhecer os novos equipamentos de segurança, que podem ser usados por bandidos.





