Blecautes constantes causam transtornos
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segunda-feira, 05 de março de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A queda de galhos ou árvores inteiras sobre a fiação da rede elétrica, fruto da arborização inadequada, é a maior causa de desligamentos de energia elétrica. O problema incomoda moradores de todas as regiões de Londrina. O número de blecautes, no entanto, está dentro dos padrões permitidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A estatística é da Superintendência Regional de Distribuição Norte.
A Anel tem cálculos que estabelecem limites para o número e a duração dos desligamentos, proporcional ao número de consumidores de cada concessionária. Os dados da Copel indicam que os índices em Londrina são de 1,65 (frequencia) e 1,38 (duração). O valor máximo permitido pela agência reguladora, para os dois casos, é 1,83. A companhia de energia elétrica que não cumpre as determinações pode ser multada.
Apesar dos índices da Copel estarem abaixo dos permitidos pela Anel, a população se queixa da quantidade dos blecautes e alega que eles acontecem inclusive com condições atmosféricas inusitadas, ou seja, sem chuvas, ventos ou temporais. Uma das categorias que mais saem perdendo são os comerciantes. Proprietária de duas lanchonetes em Londrina, Cristina Zanoni conta que passou por três interrupções de energia recentemente. E que cada uma delas causou bastante transtorno.
As dificuldades vão desde ficar sem o computador até o risco da cerveja esquentar nos freezers. ''Estou até pensando em comprar um gerador. É uma situação bem inconveniente ficar sem luz com o estabelecimento cheio. É ruim para a cidade'', opina.
E os transtornos enfrentados por Cristina e outros londrinenses atingidos pelos blecautes devem continuar. Segundo a Copel, os primeiros meses do ano são críticos, devido à frequência e força das chuvas e vendavais. ''Por isso, a Copel está fazendo investimentos para obter uma redução do número de desligamentos'', revela o gerente do departamento de serviços da Copel em Londrina, Denilson Schefer.
Uma das ações é a elaboração de um convênio com a prefeitura, com o intuito de repassar verba para ajudar na erradicação de árvores inadequadas sob a rede. A estimativa é que 45 mil plantas estão nessa situação - 15 mil em estado crítico. A meta da companhia é eliminar o problema em cinco anos. Outra causa importante dos desligamentos é o vandalismo. Por isso, a companhia promove palestras educativas em escolas.
O atendimento através do 0800 da Copel também é alvo de críticas. O problema é que o número de ligações é muito alto nos dias de vendaval e blecaute, por exemplo. ''A estimativa é que cerca de 10% dos consumidores ligam quando falta luz. Então as ligações são transferidas para outras centrais de atendimento'', explica. No Paraná, são cinco centrais: Londrina, Curitiba, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa.


