A população pode ficar tranquila que está tudo normalizado. A Copel está atenta para qualquer problema relativo ao fornecimento de energia elétrica em Londrina.
Quem garante é o superintendente de distribuição da Copel no Norte do Paraná, Elmar Lopes, questionado pela queda no fornecimento de energia do último domingo na área central da Cidade. O blecaute começou às 21h30 e durou quase uma hora, afetando, segundo a companhia, cerca de 35 mil pessoas.
Elmar Lopes explicou que o problema aconteceu devido à danificação de um transformador de corrente do circuito de proteção, na subestação da rua Chile (área central), que tem capacidade para 138 mil volts de energia - atendendo 25% da Cidade. Após a avaria, o equipamento explodiu e o painel de controle do transformador pegou fogo.
Técnicos da Copel primeiro controlaram o princípio de incêndio e, em seguida, transferiram a carga de energia para outras subestações e também para um transformador reserva na própria rua Chile. A partir das 22 horas algumas áreas já tinham o fornecimento de energia reestabelecido, mas o problema só foi solucionado totalmente às 22h25.
Elmar Lopes acredita que ou a umidade provocada pelas chuvas das últimas semanas ou o próprio desgaste do equipamento podem ter danificado o transformador e provocado o acidente. Até o próximo sábado a Copel pretende recuperar as partes afetadas do transformador e, enquanto isso, funciona o equipamento reserva.
O superintendente afirma que não existe risco de blecaute prolongado, mesmo que o transformador reserva tenha problemas. Segundo Lopes, se isso vier a ocorrer a carga de energia será repassada para outra subestação. ‘‘Cada subestação tem um trasformador de reserva e condições de assumir parte da carga de outra. Então o risco de um blecaute não existe.’’
A Copel informa ainda que todas as subestações recebem manutenção periodicamente para evitar problemas mais graves. ‘‘Às vezes a Copel desliga um tranformador, passando a carga para outro, e a população nem fica sabendo’’, informa, acrescentando que o problema do último domingo foi fatalidade. ‘‘A gente lamenta, mas foi imprevisível.’’
Lopes considera que seja pouco provável a ocorrência de novos acidentes como o do último domingo. Ele lembra que um dos últimos problemas mais graves de falta de energia elétrica, em meados de abril, ocorreu não por culpa da Copel, mas por uma perturbação no sistema interligado de transmissão de energia. Na ocasião, o problema teve início na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, e cidades do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País foram afetadas pelo blecaute.

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