Bispo é favorável à demolição de igreja
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segunda-feira, 02 de abril de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
O bispo dom Efrain Basílio Crevei, líder da Igreja do Rito Ucraniano Católico, disse que é favorável à demolição da igreja de Cascavel, construída em 1966 e que está em péssimo estado de conservação. Ele acredita que mesmo com uma restauração, a igreja continuará a trazer riscos para os fiéis que frequentam o templo, porque a estrutura está bastante comprometida, apesar de já ter passado por algumas reformas.
Dom Efrain reconhece que a igreja tem um grande valor histórico para Cascavel, porém diz estar preocupado com a integridade física dos frequentadores do local. O bispo diz que uma solução para a preservação histórica é a construção de uma réplica, nos moldes da original, que seria colocada no mesmo terreno. A construção de uma réplica ajudaria a manter a história, pois poderia se colocar um placa na entrada contando um pouco sobre a vida da igreja, argumenta.
O líder do Rito Ucraniano Católico acrescenta que esta não é decisão final da igreja, pois o Conselho Diretivo ainda não chegou a um consenso sobre a igreja. Dom Efrain esclarece que nesta semana deverão ter uma resposta, mas diz que já existe um projeto arquitetônico para a construção da nova igreja.
O bispo descarta a possibilidade da igreja ser tombada pelo Patrimônio Histórico devido a duas experiências negativas acontecidas em templos administrados pelo Rito Ucraniano. O Estado tombou duas igrejas, que posteriormente foram atingidas por raios que nos trouxeram grandes prejuízos, mas ninguém se preocupou em ajudar na restauração, diz.
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), visitou a igreja na semana passada e disse que o principal objetivo é preservar o templo, com uma reforma completa para garantir a segurança dos fiéis. De acordo com o orçamento realizado pela Secretaria Municipal de Obras, uma reforma completa da igreja custaria cerca de R$ 18,5 mil. Além da reforma, existe a possibilidade da igreja ser transferida para outro local no mesmo terreno.
Uma comissão formada por historiadores, secretários municipais e um estudante busca uma alternativa para a igreja, que sedia a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O grupo é formado pelos historiadores Regina Sperança, Francisco Tebaldi, João Haddad, os secretários Paulo Gorski, de Obras, e Eduardo Marassi, da Cultura, além do estudante do curso de História e Turismo da Universidade Paranaense (Unipar), Ademar Schuhli.


