O bispo dom Efrain Basílio Crevei, líder da Igreja do Rito Ucraniano Católico, disse que é favorável à demolição da igreja de Cascavel, construída em 1966 e que está em péssimo estado de conservação. Ele acredita que mesmo com uma restauração, a igreja continuará a trazer riscos para os fiéis que frequentam o templo, porque a estrutura está bastante comprometida, apesar de já ter passado por algumas reformas.
Dom Efrain reconhece que a igreja tem um grande valor histórico para Cascavel, porém diz estar preocupado com a integridade física dos frequentadores do local. O bispo diz que uma solução para a preservação histórica é a construção de uma réplica, nos moldes da original, que seria colocada no mesmo terreno. ‘‘A construção de uma réplica ajudaria a manter a história, pois poderia se colocar um placa na entrada contando um pouco sobre a vida da igreja’’, argumenta.
O líder do Rito Ucraniano Católico acrescenta que esta não é decisão final da igreja, pois o Conselho Diretivo ainda não chegou a um consenso sobre a igreja. Dom Efrain esclarece que nesta semana deverão ter uma resposta, mas diz que já existe um projeto arquitetônico para a construção da nova igreja.
O bispo descarta a possibilidade da igreja ser tombada pelo Patrimônio Histórico devido a duas experiências negativas acontecidas em templos administrados pelo Rito Ucraniano. ‘‘O Estado tombou duas igrejas, que posteriormente foram atingidas por raios que nos trouxeram grandes prejuízos, mas ninguém se preocupou em ajudar na restauração’’, diz.
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), visitou a igreja na semana passada e disse que o principal objetivo é preservar o templo, com uma reforma completa para garantir a segurança dos fiéis. De acordo com o orçamento realizado pela Secretaria Municipal de Obras, uma reforma completa da igreja custaria cerca de R$ 18,5 mil. Além da reforma, existe a possibilidade da igreja ser transferida para outro local no mesmo terreno.
Uma comissão formada por historiadores, secretários municipais e um estudante busca uma alternativa para a igreja, que sedia a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O grupo é formado pelos historiadores Regina Sperança, Francisco Tebaldi, João Haddad, os secretários Paulo Gorski, de Obras, e Eduardo Marassi, da Cultura, além do estudante do curso de História e Turismo da Universidade Paranaense (Unipar), Ademar Schuhli.

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