De acordo com a gerente do Observatório de Prospecção em Difusão de Tecnologia da Fiep, Marília de Souza, o Paraná apresenta um potencial expressivo para viabilizar a geração de energia elétrica fundamentalmente via biomassa de resíduos agrícolas. ''As regiões Norte e Oeste do estado são as mais desenvolvidas e indicadas, com uma das maiores produtividades de grãos do Brasil, como soja, milho e o trigo. Também com processamento de carnes, aves e suínos. Os municípios de Toledo e Cascavel, por exemplo, são os locais com a maior probabilidade para a locação de uma central de potência utilizando resíduos da avicultura e suinocultura'', diz.
O potencial total de energia primária resultante da biomassa no estado do Paraná foi avaliado em 743,8 milhões de gigawatts de energia. ''Isto representa 20% do consumo de energia primária de derivados de petróleo no Brasil. Dentre os resíduos vegetais, os de soja, milho e cana-de-açúcar apresentaram o maior potencial para produção de energia.'' E seguindo essa linha, estudos do Observatário apontam que o combate ao desperdício passa a ser a fonte de produção mais barata e mais limpa que existe, uma vez que gera economia e evita maiores impactos ao meio ambiente.
''O Paraná apresenta grande número de propriedades rurais dedicadas a atividade de suinocultura, avicultura e pecuária e, desta forma, o tratamento dos dejetos pode ser utilizado para a geração de biogás com a finalidade de combustível para motogeradores e produção de energia elétrica. Enquanto o estado de São Paulo investe na gaseificação de biomassa, o Paraná não apresenta registro na área. Florestas são fonte de biomassa e o desenvolvimento florestal aqui no estado é carente no Paraná, bem como no resto do Brasil'', completa a coordenadora. (M.T.)

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