Biólogos tentam salvar golfinho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Thiago Alonso<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um golfinho encontrado por banhistas, na manhã da última segunda-feira, no Balneário Eliane, em Guaratuba, está sob os cuidados de biólogos do do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Debilitado e com frequências cardíaca e respiratória baixas, o cetáceo não tinha condições de ser devolvido ao mar. Os biólogos, no entanto, não haviam identificado as causas, até o final da tarde de ontem, e aguardavam o resultado do exame de sangue para tratamento mais direcionado.
Ontem, o golfilho foi transferido para Pontal do Paraná. Estava sendo mantido dentro do mar, na localidade de Ponta do Poço, em uma espécie de maca flutuante. "Achamos que ele pode ter ficado preso em rede de pesca, apesar de não apresentar nenhuma marca. Aparentemente, é um animal saudável, mas não consegue nadar", avaliou a coordenadora do laboratório de mamíferos e tartarugas do CEM, bióloga Camila Domit. A suspeita dos biólogos do CEM é de que o golfinho tenha se perdido do grupo.
Segundo Camila, o golfinho estava sendo tratado com antibióticos e hidratado com soro. No entanto, o animal não reagiu bem ao tratamento e piorou durante a noite. "Ele está bem mais debilitado e não tem respondido nada bem. Se até amanhã (hoje) de manhã não apresentar melhora, é provável que tenhamos que partir para uma atitude mais drástica, como a eutanásia", lamentou a bióloga. A preocupação maior é que o cetáceo apresentava fortes contraturas musculares, o que o fazia se debater muito.
O golfinho é jovem, mede 1,65 metro, pesa cerca de 50 quilos e pertence a espécie Stenella. De acordo com Camila Domit, é comum a presença da espécie no Litoral do Paraná, mas não em regiões de praias, como este foi encontrado. "Essa espécie é mais comum em áreas abertas e profundas", emenda.
O animal estava encalhado na areia, quando foi encontrado e levado por homens do Corpo de Bombeiros até a Praia de Caieiras, em Guaratuba. Lá, os bombeiros tentaram devolvê-lo ao mar. Muito debilitado e cansado, o golfinho não conseguiu nadar. Foi encaminhado, então, para as dependências do CEM, em Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná, onde vem sendo tratado.(Colaborou Andréa Lombardo)


