Curitiba - Biólogos do Centro de Estudos do Mar, instituição vinculada à Universidade Federal do Paraná (UFPR), e do Instituto de Pesquisas Cananéia começaram, ontem, o trabalho de resgate dos ovos da tartaruga gigante, que fez escavações na praia do balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, no dia 7 de janeiro. Os pesquisadores não têm certeza de que a tartaruga tenha desovado no local, mas se a postura aconteceu, os ovos já deveriam ter eclodido, pois já se passaram 90 dias, tempo mais do que necessário para o desenvolvimento dos filhotes.
A bióloga do Instituto de Pesquisas Cananéia, Liana Rosa, explicou que o local será minuciosamente vasculhado durante esta semana. Caso sejam encontrados os ovos, eles serão recolhidos para verificar porque os filhotes não nasceram. Preliminarmente, os estudiosos sabem que as condições daquela praia não são favoráveis. A superfície é muito plana, o que deixaria o ninho submerso por muito tempo, fazendo os ovos apodrecerem.
A expectativa é de que do outro ninho, no balneário de Canoas, em Matinhos, saiam novos exemplares da espécie ameaçada de extinção. A provável desova aconteceu no dia 8 de fevereiro e faltariam perto de duas semanas para os filhotes nascerem. Os biólogos seguirão o mesmo protocolo, aguardando os 90 dias para buscar os ovos, caso as tartaruguinhas não apareçam.
Segundo Liana, em Canoas, o ambiente é um pouco mais favorável, assemelhando-se mais às condições do litoral do Espírito Santo, região preferida pelas tartarugas gigantes para fazer as desovas. A bióloga explicou que, naquele balneário, a praia é bem inclinada, a areia é fofa e o clima, também, contribuiu. As temperaturas em fevereiro e março foram elevadas.
Ainda de acordo com a bióloga, o monitoramento dos prováveis ninhos, em Canoas, será reforçado, com ajuda, inclusive, da Polícia Ambiental, para acompanhar o possível nascimento das tartarugas como e assegurar que os filhotes cheguem ao mar, sem sofrer ataques de predadores.

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