Reprodução/Aldo ChiappeAinda sem fotos, a ilustração mostra alguns detalhes o pato-mergulhãoOs biólogos Marcos Bornschein e Bianca Reinert conseguiram confirmar a presença do pato-mergulhão - ave considerada em extinção no mundo - numa corredeira do Rio Tibagi, entre os municípios de Assaí e Londrina. Os biólogos já encontraram outras espécies raras na região, como a águia-cinzenta, desde que iniciaram pesquisas no rio.
O pato-mergulhão, que originalmente era encontrado desde a região central do Brasil até a região Sul em Santa Catarina, no extremo nordeste da Argentina e extremo leste do Paraguai, tem raros registros confirmados de sua existência. O registro dos especialistas em pássaros, dá conta da existência de apenas um exemplar ali no Rio Tibagi, mas, admitem, ‘‘deve haver uma família’’.
Desde a década de 60 os patos não eram mais vistos. Oficialmente há registros da existência de dois exemplares em Goiás, no Parque Nacional da Chapada dos Vereadores, dois casais no Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, e um indivíduo na Argentina.
De acordo com Marcos Bornschein, a confirmação se deu por emissão de sons do animal. O pato-mergulhão, segundo o biólogo, teria respondido ao som emitido. ‘‘Mostramos o canto do pato também para moradores da região e muitos disseram ouvir com frequência o som que mais parece um latido de um pequeno cachorro’’, explicou. Ele afirma que quando tentaram chegar próximo para fotografá-la, a ave teria fugido assustada no meio da mata. O reconhecimento através de sons, segundo Marcos, é aceito cientificamente. ‘‘Normalmente não se consegue observar entre 20% e 30% das aves, mas apenas ouvi-las’’, disse.

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