Biólogo detecta
focos em toda bacia
O professor do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Lopes, que realizou um estudo durante três meses sobre as causas da incidência de borrachudo em Cornélio Procópio, disse que analisou toda a bacia do Ribeirão São Luiz e encontrou dezenas de focos do mosquito. ‘‘Constatei que todos os afluentes estão altamente infestados por larvas de borrachudo num índice bem acima do permitido pela Organização Mundial de Saúde’’, revelou.
Segundo Lopes, os mosquitos são de várias espécies e pertencem à família simuliidae. Ele aponta as alterações do meio ambiente – erosão e o desmatamento, principalmente – como sendo as principais causas do aparecimento de borrachudo na região. ‘‘Esse problema é extremamente sério e a bacia do Ribeirão São Luiz não é a única infestada. O borrachudo voa até cinco quilômetros. Os municípios de Cambé e Apucarana enfrentam situações semelhantes’’, disse.
O professor informou ainda que a água lançada no ribeirão pela Iguaçu agrava o problema dos borrachudos. ‘‘Mas isso não é causa da infestação’’, ponderou. Ele sugeriu a formação de uma associação ou cooperativa para tentar combater o borrachudo. ‘‘Além da aplicação de bioinseticida, que tem custo elevado, é necessário um trabalho de conscientização de toda a comunidade para o plantio de árvores e a limpeza’’, observa. Cada aplicação de bioinseticida, que é um produto importado, custa, em média, R$ 4 mil. (E.M.)

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