Bióloga pesquisa parasitas que atacam peixes do Igapó
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Áureo Nogueira 
A bióloga Ângela Teresa Silva Souza, professora do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL), está desenvolvendo uma pesquisa de parasitas que estão atacando peixes do Lago Igapó (próximo à área central). O projeto começou a ser desenvolvido no mês passado. Com o apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Corpo de Bombeiros, a bióloga fez ontem mais uma coleta de peixes do Igapó 2.
Das quatro espécies apanhadas na primeira coleta, mês passado, duas apresentaram o parasita. Apanhamos lambaris, pirambebas, duas espécies de tilápia e acarás. Os acarás apresentaram significativo índice de parasitas. Uma das espécies de tilápias apresentou índices muito baixos, o que pode representar uma ocorrência acidental, explicou a pesquisadora. Ela disse que somente a continuação dos trabalhos vai possibilitar conclusões definitivas.
O parasita é transmitido pelos biguás, ave aquática que se alimenta de peixes e que se concentram em maior número no Igapó 2. Ângela diz que a bibliografia não traz evidência de que o parasita faça mal ao homem. Mas nos peixes ataca pela pele e se aloja nos olhos. A principal consequência é a eventual dificuldade de caçar alimentos. Os peixes mais infectados apresentam peso inferior ao normal.


