Bióloga acusa vice-síndica de racismo em Londrina
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A bióloga Tathiana Bispo, de 24 anos, entrou com uma representação ontem, no 1º Distrito Policial, contra a vice-síndica do condomínio onde mora, na rua Niterói (região central de Londrina). Ela é negra e acusa L.C.O. de crime de injúria e prática de racismo. Tathiana estava acompanhada por uma advogada e pelo coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH) em Londrina, Gelson Gil.
Tathiana contou ao delegado Marcos Roberto Belinati que o portão do prédio estava com defeito e que os condôminos precisam usar o portão eletrônico da garagem. Ontem pela manhã, ela teve de chamar a vice-síndica para acionar o portão e acabou sendo agredida por L. ''Ela disse que não iria abrir e me chamou de negra vagabunda'', afirmou a bióloga. ''Como cidadã brasileira me senti ofendida e tomei a iniciativa de procurar por justiça'', comentou.
A vice-sindica, que também é zeladora do prédio, disse que teve uma discussão com Tathiana mas que em nenhum momento foi racista. ''Não fiquei surpresa (com a denúncia) porque não fiz nada. Agora, ela vai ter que provar'', disse.
Uma testemunha que presenciou a discussão contou à Folha que teria sido Tathiana quem teria se irritado com o problema do portão e destratado a vice-síndica. A fonte apontou que as duas já teriam um ''desentendimento antigo'' e que está não foi a primeira vez que discutiram.
O delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Roberto Belinati, avaliou que este tipo de crime é de difícil comprovação, principalmente porque em muitos casos não existem testemunhas ou quem presencia prefere não depor. Segundo a bióloga, diversos moradores teriam visto a discussão mas até a tarde de ontem ninguém havia sido arrolado como testemunha.


